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Agência Correio
Publicado em 10 de março de 2026 às 19:00
Eles estão presentes na carteira de quase todos os brasileiros e movimentaram 24,9 bilhões de transações no primeiro semestre de 2025. O Banco Central confirma a força dos cartões, mas o modelo tradicional está com os dias contados>
As alterações no design e na funcionalidade já começaram a aparecer na Europa, especialmente na França. Em breve, essas novidades chegarão ao Brasil e ao resto do mundo, mudando a cara dos nossos cartões de débito e crédito. >
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Essa mudança não acontecerá repentinamente, mas de forma gradual à medida que os cartões antigos percam a validade. Conforme os clientes solicitam novas vias, o novo padrão visual começará a dominar o mercado nacional. >
Alguns usuários já notaram que os novos cartões não trazem mais os números e letras em relevo. Essa característica clássica está sendo abandonada para dar lugar a uma superfície lisa e mais moderna, facilitando o armazenamento.>
Além do fim do relevo, os algarismos agora serão apresentados de uma forma muito mais clara para o usuário. Em vez de uma linha única, os números do cartão estarão divididos em blocos de quatro dígitos, facilitando a visualização. >
Todo o layout, incluindo o nome do dono do cartão e a data de validade, passou por um processo de redesenho completo. Essa nova estética foca em oferecer uma experiência de leitura mais fluida e intuitiva para qualquer pessoa. >
A disposição organizada dos dados é uma tentativa de tornar o uso do cartão físico mais integrado à vida digital. Com as informações divididas de quatro em quatro, a digitação em sites e aplicativos de compra se torna mais segura >
O objetivo das instituições financeiras é aliar um design moderno com uma funcionalidade superior para o cliente. O cartão bancário deixa de ser apenas uma ferramenta de metal ou plástico para ser um objeto de design funcional. >
Um elemento que muitas vezes passa batido, mas tem grande utilidade histórica, é o retângulo escuro no verso. Essa faixa é a tarja magnética, usada para realizar pagamentos quando o chip ou a aproximação não estão disponíveis. >
Apesar de ser uma tecnologia antiga e com menos vantagens de segurança, ela ainda é fundamental em certos mercados. Nos Estados Unidos, por exemplo, muitas empresas dependem da tarja por não possuírem sistemas de chip caros.>
Essa dependência internacional gera uma disputa entre as principais bandeiras de cartão do mundo. A Mastercard anunciou o fim das tarjas magnéticas em 2021, buscando acelerar a digitalização total de seus produtos de pagamento.>
Por outro lado, a Visa anunciou que “não planeja remover as tarjas magnéticas dos cartões de pagamento em um futuro próximo”. Essa declaração mantém a tecnologia viva para milhões de usuários que ainda dependem do sistema antigo.>
A presença da tarja magnética no verso dos cartões é um ponto de discórdia tecnológica importante. Enquanto uma gigante quer ditar o fim da era magnética, a outra prefere manter a compatibilidade com sistemas mais simples.>
Independentemente da disputa, o consumidor brasileiro utiliza cada vez menos esse recurso no seu dia a dia. A preferência nacional pelo chip e pela aproximação torna a tarja magnética um item quase decorativo no Brasil.>
O Brasil é um dos mercados mais avançados em tecnologia bancária, o que torna a transição muito interessante. O volume expressivo de transações registrado no início de 2025 mostra que o brasileiro confia plenamente no cartão. >
A mudança visual para números organizados em blocos será bem-vinda em um país que consome muito o e-commerce. Facilitar a leitura dos dados do cartão é uma forma simples de melhorar a jornada de compra do cidadão comum.>
Não haverá uma troca forçada de todos os cartões de uma única vez para não gerar transtornos ao sistema. A substituição será feita de forma orgânica, acompanhando o vencimento natural de cada um dos cartões já emitidos pelos bancos.>
O modelo europeu, com foco na França, dita o ritmo do que será o padrão global nos próximos anos. A simplificação das informações impressas no cartão é uma tendência que não deve retroceder, focando sempre na praticidade.>
Prepare-se para ver sua carteira mudar de visual nos próximos meses ou anos de forma muito sutil. Os cartões que conhecemos hoje darão lugar a versões mais limpas, seguras e fáceis de usar em qualquer situação de pagamento.>