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Agência Correio
Publicado em 2 de janeiro de 2026 às 07:00
Imagine uma cidade conhecida por sua potência econômica e artes, mas que agora é tema de polêmica online. >
Basileia viu imagens de seus subúrbios serem chamadas de "favelas" em redes sociais, o que assustou muita gente. >
Como é viver na Suíça
Contudo, essa definição ignora a realidade de um dos países mais organizados do planeta hoje. >
A pobreza na região não se traduz em abandono ou falta de recursos públicos essenciais para a vida. Por lá, o sistema garante que cada morador viva com total dignidade urbana.>
Morar em áreas populares não exige que o cidadão abra mão de serviços fundamentais de alta qualidade. O acesso aos hospitais e escolas permanece o mesmo para todos, sem distinção de classe social ou bairro.>
Atualmente, a Suíça fica em segundo lugar no ranking de desenvolvimento humano global com um índice de 0,970. >
Esse dado comprova a existência de políticas que reduzem as desigualdades básicas e mantêm o bem-estar social em níveis excelentes.>
Situada estrategicamente no noroeste, Basileia faz divisa direta com territórios franceses e alemães. O rio Reno emoldura a paisagem de uma cidade que respira arte e criatividade em cada esquina de seus distritos.>
Nas zonas mais habitadas, a diferença principal está na concentração de apartamentos compactos e ruas mais agitadas. >
Entretanto, essa característica urbana promove uma troca cultural diária muito rica entre os vizinhos que ali residem atualmente.>
Embora o visual urbano apresente alguns sinais de uso, as estruturas das casas são sólidas e seguras. O governo gerencia os conjuntos habitacionais com rigor, garantindo ambientes limpos para os trabalhadores e refugiados que os ocupam.>
Certamente, chamar essas áreas de "favela" é um erro técnico de quem não conhece a gestão suíça. Não existem domínios criminosos ou falta de esgoto, pois o Estado atua com subsídios diretos e fiscalização periódica.>
A diversidade marca o perfil dos residentes, que incluem imigrantes vindos da África, Ásia e América Latina. Eles são atraídos pelas vagas de emprego e pela segurança que o sistema de suporte social oferece.>
Ademais, morar perto da fronteira permite que as famílias façam compras em países vizinhos de forma inteligente. Atravessar para a França ou Alemanha para gastar em euros alivia o peso do valorizado franco suíço.>