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Agência Correio
Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 12:00
Desertos com seu ambiente árido e escaldante costumam ser considerados “áreas mortas”. No entanto, pesquisas recentes sugerem que essas áreas podem, ironicamente, ser grandes aliadas no combate ao aquecimento global. >
Um estudo publicado na revista científica PNAS e divulgado pelo Livescience teve como objetivo medir o uso dos desertos como agentes de absorção de CO₂ atmosférico. O estudo de caso seria as ações ambientais da China no Deserto de Taklamakan.>
O estudo teve como enfoque esse deserto no noroeste chinês, uma área quase completamente coberta de um mar de areia ambulante e cercada de montanhas, o que impede a entrada de massas de ar úmido.>
Essa área está em processo de transformação por meio do programa ambiental Três Faixas de Proteção do Norte. Ele tem como objetivo conter a desertificação das áreas circundantes por meio do plantio de árvores ao longo das bordas do deserto.>
Os cientistas que conduziram o estudo avaliaram 25 anos de dados da vegetação da orla do Taklamakan, com suas mais de 66 bilhões de árvores plantadas desde 1978, e chegaram a uma conclusão muito positiva.>
Com a instauração do programa, a área absorveu mais CO₂ atmosférico do que emitiu, ou seja, ela estava retirando gás carbônico da atmosfera. Sendo assim, os desertos que já são baixos em emissões podem ser usados como agentes de captação.>
Apesar de a captação carbônica ainda ser menor em comparação a outras técnicas, como a Captura e Armazenamento de Carbono (CCS) ou a produção de biocombustíveis, a descoberta de novas alternativas é sempre recebida com animação.>
Como contrapartida a ser analisada, os pesquisadores não encontraram resultados substanciais para avaliar se o objetivo primário da Grande Muralha Verde — conter a desertificação e as tempestades de areia — foi alcançado de fato.>