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Cientistas antecipam o temido relógio do 'Juízo Final' e fim do mundo fica ainda mais próximo

Saiba o que mudou no indicador que mede a proximidade de um desastre global

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 31 de janeiro de 2026 às 11:00

Entenda por que a inteligência artificial e as guerras mudaram os ponteiros
Entenda por que a inteligência artificial e as guerras mudaram os ponteiros Crédito: (Foto: FEMA News Photo/ Wikimedia Commons)

O tempo está acabando para a humanidade se não mudarmos o rumo das nossas decisões atuais. Cientistas acabam de revelar que estamos mais perto do que nunca de um ponto sem volta.

Precisamos entender o que esse novo aviso realmente significa para o nosso futuro coletivo no planeta.

O futuro da Terra: quando o planeta pode se tornar quente demais para a vida por Imagem gerada por IA

A marca histórica 

O Relógio do Juízo Final agora registra apenas 85 segundos para a aniquilação total. Com a redução de quatro segundos, os cientistas sinalizam que o perigo de uma catástrofe nunca foi tão iminente.

Diversas crises acontecendo ao mesmo tempo motivaram essa decisão preocupante, colocando o mundo em alerta máximo este ano.

Conflitos armados e tensões nucleares pesaram na avaliação final dos especialistas atômicos. Atualmente, o indicador reflete uma realidade onde os riscos produzidos pelo homem superam a nossa capacidade de controle.

Esse avanço simbólico serve para despertar a consciência global sobre a gravidade do momento político e tecnológico que estamos atravessando.

História por trás do cronômetro

O Boletim dos Cientistas Atômicos fundou esta iniciativa em 1947 para alertar sobre riscos nucleares. Figuras históricas como Einstein e Oppenheimer queriam educar a sociedade sobre as consequências das invenções humanas.

Com o passar do tempo, outras ameaças entraram na conta. Mudanças climáticas e riscos tecnológicos agora definem a proximidade da meia-noite.

A organização busca influenciar políticas públicas através do alerta sobre catástrofes iminentes. Além disso, o relógio monitora a instabilidade política e a desinformação como fatores que aceleram o fim.

Desde a sua criação, o símbolo nunca esteve em uma posição tão alarmante, refletindo décadas de tensões acumuladas em diversas frentes.

Riscos das grandes potências

Os cientistas apontam que Estados Unidos, Rússia e China adotam posturas agressivas. O abandono de tratados importantes de controle de armas criou um ambiente de insegurança que afeta todo o planeta.

Dessa forma, a falta de novos diálogos diplomáticos eficazes agrava a possibilidade de erro. O retorno de discursos beligerantes mostra instabilidade.

A modernização constante dos arsenais nucleares é um fator que aumenta a insegurança internacional. Além disso, o vácuo de novos acordos deixa o mundo desprotegido contra escaladas militares acidentais.

Os especialistas acreditam que as potências mundiais estão falhando em priorizar a preservação da vida humana acima de seus interesses geopolíticos imediatos.

Conflitos e erros de cálculo

As guerras na Ucrânia e no Oriente Médio geram uma instabilidade com consequências irreversíveis. Os cientistas temem que erros de cálculo de lideranças mundiais causem uma escalada militar de proporções globais.

Alexandra Bell afirma que o risco nuclear é “extremamente e inadmissivelmente alto”. Para ela, o ajuste reflete a incapacidade dos líderes mundiais.

A falta de avanços reais em segurança durante o último ano é preocupante. Portanto, o cenário de guerra cria um ambiente onde decisões precipitadas podem destruir civilizações inteiras rapidamente.

O relógio funciona como um espelho da desordem global e da ausência de mediações eficazes para conter os avanços dos conflitos armados atuais.

A era da desinformação digital

A rápida evolução da inteligência artificial e o crescimento das fake news preocupam a comunidade.

Maria Ressa, vencedora do prêmio Nobel da Paz,  afirma que vivemos um “apocalipse da informação”, onde a verdade perde espaço para tecnologias.

Esse fenômeno enfraquece a confiança nas instituições e dificulta o consenso. Sem comunicação verdadeira, a sociedade perde a força necessária para agir.

A desinformação predatória espalha mentiras que alimentam a polarização e o ódio social. Além disso, o lucro com a manipulação de dados compromete a capacidade de resposta diante de crises.

Enquanto as máquinas aprendem a enganar, as democracias enfraquecem, tornando impossível uma ação conjunta contra os problemas que ameaçam a nossa própria existência.

Tags:

Ciência