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Estagiário é coisa do passado? IA já reduz vagas para jovens no Brasil e preocupa sobre futuro do trabalho

Estudo da FGV aponta queda nas chances de emprego entre jovens em setores mais expostos à tecnologia

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 23 de abril de 2026 às 15:08

Robôs humanoides idênticos substituem a mão de obra em tarefas repetitivas na linha de montagem, ilustrando o avanço da automação que pressiona salários e redefine o chão de fábrica no Brasil.
Inteligência Artificial vai substituir seu emprego? Crédito: Andriy Onufriyenko/Getty Images

A inteligência artificial já começa a impactar o mercado de trabalho no Brasil, especialmente entre os mais jovens. Um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) aponta que pessoas de 18 a 29 anos têm hoje quase 5% menos chances de conseguir emprego em áreas mais afetadas pela tecnologia.

Segundo a pesquisa, os setores mais expostos são os de informação, comunicação e serviços financeiros, onde tarefas operacionais e de apoio, geralmente ocupadas por profissionais em início de carreira, vêm sendo substituídas por sistemas automatizados.

Inteligência Artificial vai substituir seu emprego? por Getty Images

O levantamento mostra que atividades como organização de dados, produção de relatórios e elaboração de conteúdos básicos estão entre as mais vulneráveis. Essas funções, embora exijam qualificação, são mais repetitivas e, por isso, mais facilmente executadas por ferramentas de IA.

Enquanto isso, profissionais mais experientes, nas faixas de 30 a 59 anos, ainda não sentem impacto significativo. Isso porque ocupam cargos que envolvem análise, tomada de decisão e maior responsabilidade, funções que seguem menos suscetíveis à substituição.

O avanço da IA ganhou força a partir do fim de 2022, com a popularização de ferramentas generativas, e se intensificou em 2024 e 2025 com o surgimento de novos sistemas. A adoção acelerada da tecnologia tem provocado mudanças rápidas no mercado de trabalho, em ritmo superior ao observado com a chegada da internet ou dos computadores.

Em países desenvolvidos, os efeitos já são mais evidentes. Nos Estados Unidos, por exemplo, a contratação de jovens desenvolvedores chegou a cair até 20%, enquanto, na Europa, empresas passaram a substituir estagiários por soluções de inteligência artificial em tarefas básicas.

Especialistas alertam que o impacto pode ir além do emprego imediato. A redução de oportunidades para iniciantes pode comprometer a formação de profissionais no longo prazo, já que essas primeiras experiências são fundamentais para o desenvolvimento de habilidades e progressão na carreira.

O estudo também aponta que a baixa qualificação da mão de obra brasileira agrava o cenário. Para que trabalhadores consigam atuar de forma complementar à IA, é necessário domínio tecnológico, algo ainda limitado no país.

A tendência, segundo pesquisadores, é de aprofundamento desse movimento, o que coloca em debate a necessidade de ampliar o acesso à tecnologia e preparar melhor os profissionais para um mercado cada vez mais automatizado.