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Fim da gordura no fígado pode estar na água: qual a ingestão diária recomendada para reduzir a inflamação?

Beber água diariamente pode favorecer a eliminação de toxinas e reduzir inflamações

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 14 de fevereiro de 2026 às 18:00

Hidratação adequada é apontada como aliada simples no cuidado com o fígado
Hidratação adequada é apontada como aliada simples no cuidado com o fígado Crédito: Freepik

Beber água parece um gesto automático, mas pode ter impacto direto na saúde do fígado. Em casos de fígado gorduroso, a hidratação adequada surge como uma aliada silenciosa, capaz de reduzir inflamações e apoiar funções essenciais do organismo.

Especialistas indicam que manter uma ingestão diária regular de água ajuda o fígado a filtrar toxinas, processar nutrientes e trabalhar com menos sobrecarga, especialmente em pessoas com esteatose hepática (gordura no fígado).

Fazer exercícios regularmente e ingerir a quantidade adequada de água são ações que ajudam a prevenir a trombose (Imagem: Inside Creative House | Shutterstock) por Imagem: Inside Creative House | Shutterstock

Embora não seja um tratamento isolado, o hábito de se hidratar bem chama atenção por ser acessível, barato e, muitas vezes, negligenciado. Mas afinal, quanto de água faz diferença no dia a dia de quem convive com o problema?

O que é fígado gorduroso e por que merece atenção

O fígado gorduroso ocorre quando mais de 5% das células do órgão acumulam gordura. Em excesso, esse processo pode gerar inflamação e danos progressivos, abrindo caminho para quadros mais graves, como fibrose e cirrose.

Nos países ocidentais, a forma mais comum é a doença hepática gordurosa não alcoólica, associada ao sedentarismo, sobrepeso e alimentação desequilibrada. O desafio é que, na maioria dos casos, ela avança de forma silenciosa.

Com o tempo, a condição pode evoluir para esteato-hepatite não alcoólica, estágio em que a inflamação se intensifica. Além do fígado, o problema se conecta a doenças cardíacas, diabetes e alterações metabólicas.

Quanta água beber para ajudar o fígado

Segundo a revista Healthline, especialistas recomendam consumir pelo menos 2 litros de água por dia, o equivalente a oito copos, para auxiliar no controle da esteatose hepática e reduzir processos inflamatórios.

Entretanto, outras linhas de pesquisa consideram que a quantidade mínima de água que deve ser ingerida por dia varia conforme o peso e a altura do paciente.

Essa quantidade favorece a circulação sanguínea e a produção de bile, substância essencial para a digestão de gorduras. Quando a ingestão fica abaixo do ideal, a eliminação de toxinas se torna menos eficiente.

Além disso, a hidratação adequada contribui para a oxigenação dos tecidos e para o metabolismo, criando um ambiente mais favorável para que o fígado desempenhe suas funções com menos esforço.

Hidratação ajuda, mas não faz milagres

Embora beber água seja importante, médicos reforçam que o cuidado com o fígado gorduroso precisa ser amplo. A hidratação funciona como base, mas deve caminhar junto com outras mudanças de hábito.

Uma alimentação equilibrada, com menos açúcares, gorduras saturadas e ultraprocessados, ajuda a reduzir o acúmulo de gordura no órgão. Frutas, verduras, grãos integrais e proteínas magras fazem diferença.

A prática regular de atividade física também entra como fator-chave, já que melhora a sensibilidade à insulina e auxilia na redução da gordura corporal, freando a progressão da doença.

Acompanhamento médico faz toda a diferença

Outro ponto essencial é evitar o consumo de álcool, mesmo nos casos em que o fígado gorduroso não está ligado à bebida. O álcool pode agravar lesões e dificultar a recuperação do órgão.

Controlar doenças associadas, como diabetes, hipertensão e colesterol alto, também protege o fígado a longo prazo. Já o uso de suplementos deve ser feito com cautela, pois as evidências sobre seus benefícios ainda são limitadas.

Especialistas alertam que o tratamento deve ser individualizado. A hidratação diária, somada a hábitos saudáveis e acompanhamento médico, ajuda a reduzir inflamações e a evitar complicações mais graves no futuro.