Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Mundo entrará no ‘modo noturno’ em breve e animais começam a se preparar

Cientistas investigam causas, impactos e consequências do evento chamado eclipse solar

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 14 de fevereiro de 2026 às 18:50

O que acontece quando a paisagem sonora já está
O que acontece quando a paisagem sonora já está "carregada" por razões biológicas é que uma breve escuridão não vai conseguir desligá-la como uma lâmpada Crédito: A013231/Wikimedia Commons

Um eclipse solar é, para além de muitas coisas, um belo espetáculo celeste. O outro lado da moeda é que ele também é uma experiência brutal: a luz desaparece, o ar esfria e de repente é como se a Terra entrasse em modo “boa noite”.

Os animais compreendem esse acontecimento como um sinal. A questão é que esse sinal não é antecipado por nenhum aviso prévio.

O futuro da Terra: quando o planeta pode se tornar quente demais para a vida por Imagem gerada por IA

Sendo assim, os eclipses são extremamente valiosos para os cientistas. Não é do interesse deles a parte romantizada dos instantes de escuridão; o que a ciência realmente estuda é a razão pela qual a natureza produz esse evento.

Binóculos? Cientistas preferem apostar nos microfones

De acordo com a Meteo Balkans, agência de meteorologia da Península Balcânica, uma equipe de cientistas escolheu observar o eclipse solar total de 2024 de uma forma inusitada.

Ao invés de trabalhar da maneira tradicional utilizando binóculos, a equipe optou por ouvir como a paisagem sonora muda quando o dia mergulha repentinamente na escuridão.

Eles perceberam que a impressão digital acústica do ecossistema é influenciada por inúmeros fatores, como o horário e quem está sendo avaliado.

Os pássaros cantam, insetos zumbem, mas o que se destaca mesmo é o constante ruído humano.

Ohio foi o palco para as gravações dos cientistas, que optaram por analisar três lugares: um laboratório de aprendizagem em pradaria, uma reserva natural e um grande parque público.

Passo a passo dos cientistas

Eles espalharam dispositivos de monitoramento acústico passivo, isto é, gravadores que captam sons sem a presença humana e sem perturbar os animais, por toda a parte.

Os resultados partiam do princípio de que se a própria observação altera o comportamento, a testemunha mais objetiva e concreta permanece sendo a máquina.

Intensidade do ruído, a diversidade dos sons e as espécies sonoras responsáveis por eles e a complexidade da estrutura acústica geral foram os critérios avaliados pelos cientistas.

Nenhum colapso dramático foi registrado, mas mudanças na atividade e na diversidade sim aconteceram. O dia não “morre”, concluíram os cientistas, apenas se agita, e diferentes espécies reajustam seus comportamentos.

Fatores de impacto

Um papel fundamental no funcionamento de tudo é a estação do ano. O eclipse solar de 2024 coincidiu com o período de reprodução de diversas aves da pradaria.

Se trata de uma época altamente organizada de atividade vocal da espécie, como cantos para atrair um parceiro ou defesa do território.

O que acontece quando a paisagem sonora já está "carregada" por razões biológicas é que uma breve escuridão não vai conseguir desligá-la como uma lâmpada.

Na verdade, ela a agita. Algumas vozes desaparecem, outras aparecem, outras mudam seu ritmo. O ecossistema não congela com o eclipse, ele se remonta.

Tags:

Ciência