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Florestas reduzem calor e baixam temperatura do Rio de Janeiro em até 10ºC

Pesquisa da UVA e UFRJ revela que a vegetação da Floresta da Tijuca é essencial para equilibrar o clima urbano carioca

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 27 de fevereiro de 2026 às 12:00

Entenda como a preservação de áreas verdes ajuda a combater o calor extremo e o fenômeno das ilhas de calor no Rio Crédito: Wikimedia Commons/Renato.moura.b

Uma pesquisa conduzida por especialistas da UVA e da UFRJ confirmou que a Floresta da Tijuca é essencial para o clima carioca. O estudo identificou que o verde consegue reduzir o calor da cidade em até 10° C.

Os pesquisadores analisaram o contraste térmico entre o Alto da Boa Vista e bairros como Irajá e São Cristóvão. Enquanto a floresta mantém o frescor, as áreas com muito concreto sofrem com picos de calor intenso.

Técnicas simples aliviam o calor sem aumentar a conta de luz (Projeto: Escritório Dantas & Passos Arquitetura | Imagem: Maura Mello) por Projeto: Escritório Dantas & Passos Arquitetura | Imagem: Maura Mello

Esse fenômeno das ilhas de calor afeta diretamente o bem-estar e a saúde de toda a população urbana do Rio. Portanto, entender essa dinâmica climática é fundamental para planejar cidades muito mais sustentáveis.

Diferença térmica entre os bairros

Para obter esses dados, o levantamento monitorou pontos estratégicos como Irajá e a Praça Saens Peña. Nessas regiões urbanizadas, os termômetros registraram marcas alarmantes, que chegaram a atingir o pico de até 41° C.

Em contrapartida, o Alto da Boa Vista apresentou um cenário térmico muito mais ameno durante as medições. Graças à proteção da mata, as temperaturas médias na localidade ficaram situadas entre confortáveis 25°C e 30°C.

O papel da umidade no conforto

Além da temperatura, a umidade relativa do ar também varia de forma drástica entre as diferentes zonas. Enquanto a floresta mantém índices de até 100%, locais como Irajá sofrem com mínimas de apenas 30% hoje.

Essa diferença acentuada reforça como a vegetação local é vital para garantir o equilíbrio atmosférico carioca. Dessa maneira, a falta de árvores contribui para um ambiente seco, o que prejudica o conforto térmico diário.

Causas das ilhas de calor urbanas

O estudo confirma que o excesso de asfalto e a verticalização acelerada criam verdadeiras armadilhas de calor. Além disso, o tráfego pesado de veículos e a ausência de sombra natural potencializam o aquecimento nas vias.

Outro fator relevante é a influência da Baía de Guanabara na dinâmica climática de regiões como São Cristóvão. No entanto, a redução da cobertura vegetal permanece como a principal causa para o surgimento do calor extremo.

A preservação como peça-chave

Segundo o professor Cleyton Martins, em entrevista ao portal Florestal Brasil, os resultados mostram que expandir a arborização urbana é uma urgência. Ele destaca que "preservar o verde não é apenas questão ambiental, é também qualidade de vida" para a cidade.

Investir em políticas públicas e no planejamento sustentável deve ser a prioridade dos gestores atuais. Apenas com a valorização das áreas verdes será possível enfrentar o aquecimento e melhorar o clima urbano.