Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Agência Correio
Publicado em 27 de fevereiro de 2026 às 12:00
Uma pesquisa conduzida por especialistas da UVA e da UFRJ confirmou que a Floresta da Tijuca é essencial para o clima carioca. O estudo identificou que o verde consegue reduzir o calor da cidade em até 10° C. >
Os pesquisadores analisaram o contraste térmico entre o Alto da Boa Vista e bairros como Irajá e São Cristóvão. Enquanto a floresta mantém o frescor, as áreas com muito concreto sofrem com picos de calor intenso.>
Verão ou inverno? Os efeitos do calor
Esse fenômeno das ilhas de calor afeta diretamente o bem-estar e a saúde de toda a população urbana do Rio. Portanto, entender essa dinâmica climática é fundamental para planejar cidades muito mais sustentáveis.>
Para obter esses dados, o levantamento monitorou pontos estratégicos como Irajá e a Praça Saens Peña. Nessas regiões urbanizadas, os termômetros registraram marcas alarmantes, que chegaram a atingir o pico de até 41° C.>
Em contrapartida, o Alto da Boa Vista apresentou um cenário térmico muito mais ameno durante as medições. Graças à proteção da mata, as temperaturas médias na localidade ficaram situadas entre confortáveis 25°C e 30°C.>
Além da temperatura, a umidade relativa do ar também varia de forma drástica entre as diferentes zonas. Enquanto a floresta mantém índices de até 100%, locais como Irajá sofrem com mínimas de apenas 30% hoje.>
Essa diferença acentuada reforça como a vegetação local é vital para garantir o equilíbrio atmosférico carioca. Dessa maneira, a falta de árvores contribui para um ambiente seco, o que prejudica o conforto térmico diário.>
O estudo confirma que o excesso de asfalto e a verticalização acelerada criam verdadeiras armadilhas de calor. Além disso, o tráfego pesado de veículos e a ausência de sombra natural potencializam o aquecimento nas vias.>
Outro fator relevante é a influência da Baía de Guanabara na dinâmica climática de regiões como São Cristóvão. No entanto, a redução da cobertura vegetal permanece como a principal causa para o surgimento do calor extremo.>
Segundo o professor Cleyton Martins, em entrevista ao portal Florestal Brasil, os resultados mostram que expandir a arborização urbana é uma urgência. Ele destaca que "preservar o verde não é apenas questão ambiental, é também qualidade de vida" para a cidade. >
Investir em políticas públicas e no planejamento sustentável deve ser a prioridade dos gestores atuais. Apenas com a valorização das áreas verdes será possível enfrentar o aquecimento e melhorar o clima urbano.>