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Fóssil encontrado sugere que humanidade não surgiu na África: origem pode estar mais distante do que antes

Descoberta arqueológica na Bulgária desafia a teoria de que os primeiros hominídeos surgiram na África

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Foto do(a) author(a) Luiz Dias
  • Agência Correio

  • Luiz Dias

Publicado em 10 de março de 2026 às 12:00

Os fósseis são de um Graecopithecus sp, espécie de hominídeo que se acreditava ser
Os fósseis são de um Graecopithecus sp, espécie de hominídeo europeu que habitava onde hoje estão os Balcãs e a Anatólia Crédito: 120 / Wikimedia Commons

Imagine planejar uma viagem para a Bulgária e acabar encontrando as raízes da humanidade. Muitas vezes pensamos que o nosso passado está totalmente escrito, mas a arqueologia adora nos surpreender. Um achado recente no sítio de Azmaka, perto de Chirpan, trouxe à luz um osso que pode mudar tudo.

Trata-se de um fêmur com impressionantes 7,2 milhões de anos. Esse fóssil pertence ao Graecopithecus sp., um primata que viveu muito antes do que imaginávamos.

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De acordo com os estudos, essa descoberta sugere que os nossos primeiros ancestrais talvez não tenham dado os primeiros passos na África, mas sim em solo europeu.

Os cientistas identificaram sinais claros de bipedalismo, como o colo femoral alongado e orientado para cima. Além disso, a espessura da camada externa do osso reforça que esse indivíduo já caminhava de forma ereta.

Segundo o pesquisador Nikolai Spassov em um comunicado, "a morfologia externa e interna do fêmur apresenta semelhanças com fósseis de ancestrais humanos bípedes".

Novos rumos para nossa evolução

Atualmente, o título de hominídeo mais antigo pertence ao gênero Orrorin sp., encontrado no Quênia. No entanto, o exemplar búlgaro é anterior a esse registro e pode deslocar o berço da nossa linhagem para a Eurásia.

Essa mudança de cenário coloca os Bálcãs no centro das atenções da ciência mundial.

Provavelmente, o osso pertenceu a uma fêmea de aproximadamente 24 quilos que habitava as margens de rios. Naquela época, o ambiente de savana predominava na região devido às drásticas mudanças climáticas.

Assim, a redução das florestas pressionou os primatas a se adaptarem à vida em campos abertos e à locomoção terrestre.

Como resultado, os grandes símios podem ter migrado da Eurásia para o continente africano posteriormente. Lá, eles teriam evoluído para as formas mais reconhecíveis da nossa linhagem humana atual.

Embora a descoberta gere muito entusiasmo, os pesquisadores alertam que a hipótese ainda precisa passar por testes rigorosos para ser confirmada.

Tags:

Ciência História