Holandês é proibido de doar sêmen após já terem registrado 240 descendentes

Na Holanda um doador pode inseminar no máximo 12 mulheres

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  • Da Redação

Publicado em 28 de abril de 2023 às 21:43

- Atualizado há 10 meses

. Crédito: Reprodução/TV Globo

A Justiça da Holanda decidiu nesta sexta-feira, 28, que Jonathan Jacob Meijer, 41 anos, está proibido de doar esperma para clínicas de fertilização. A decisão é fruto de um processo iniciado por um instituto que defende os direitos das pessoas geradas por inseminação e, segundo o próprio Meijer, ele é pai de 500 a 600 crianças em todo o mundo.

Na Holanda, conforme a legislação, um doador pode inseminar 12 mulheres no máximo e conceder um limite de 25 filhos, o que não é o caso de Meijer. Segundo dados do Instituo Donordkind, 270 descendentes dele já foram rastreados.

A Justiça da Holanda também definiu que Meijer seja multado em 100 mil euros, cerca de R$ 550 mil pela infração. Outra consequência é que ele mesmo deve solicitar que as clínicas no exterior acabem com os sêmen em estoque, menos aqueles reservados para pais que já tiveram filhos dele.

Outro ponto é que segundo os pais cadastrados em algumas clínicas de fertilização, as doações de Meijer violam o direito à vida privada de seus filhos, visto que, os filhos futuramente terão problemas em se relacionar amorosamente por medo de incesto acidental ou consanguinidade.

O caso das doações desenfreadas foram descobertas em 2017, quando alguns pais começaram a perceber a semelhança física entre os filhos e foram investigar. Depois de algum tempo, outras crianças geradas pelo mesmo doador foram descobertas.

Como se tudo isso não bastasse, Meijer começou a fazer doações para o banco de esperma dinamarquês Cyros, que atua no mundo todo.

Segundo o site Evening Standard, o tribunal holandês alegou que: "Todos estes pais estão agora confrontados com o fato de as crianças da sua família fazerem parte de uma enorme rede de parentesco, com centenas de meios-irmãos, que não escolheram", disse o tribunal em comunicado e ainda acrescentou que o caso "tem ou poderia possivelmente ter consequências psicossociais negativas para as crianças. Portanto, é do interesse deles que essa rede de parentesco não seja mais estendida".