Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Idade da pedra: terremoto revela que Pirâmide do Egito foi construída muito antes de Cristo, diz estudo

Novo método de medição de desgaste das pedras indica que pirâmide tem 25 mil anos

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 1 de fevereiro de 2026 às 07:00

Alberto Donini defende que monumento foi apenas restaurado pelo faraó Khufu
Alberto Donini defende que monumento foi apenas restaurado pelo faraó Khufu Crédito: Nina/Wikimedia Commons

Um forte terremoto ocorrido no ano de 1303 pode ser a chave para desvendar a idade real de Gizé.

O engenheiro italiano Alberto Donini utilizou marcas de desgaste nessas pedras para propor uma cronologia surpreendente. Segundo o novo estudo, publicado recentemente no repositório científico Zenodo, a pirâmide de Quéops pode ter mais de 20 mil anos.

Estruturas religiosas de 1600 anos no Egito revelam arquitetura cristã primitiva por Reprodução: YouTube

Entendendo a medição do tempo

A técnica batizada de REM analisa como o clima corrói as rochas ao longo das décadas.

Donini observou que o calcário da base sofreu erosão de formas diferentes após a perda do revestimento. Portanto, essa diferença de tempo serve como um relógio geológico natural e preciso.

O pesquisador comparou áreas que ficaram ao ar livre desde o início com as que se expuseram recentemente.

Assim, ele conseguiu estabelecer um parâmetro de comparação sobre o ritmo do desgaste. Esse cálculo utiliza a física e a estatística para estimar o passado remoto.

Sinais de milênios nas superfícies

O desgaste no calcário não ocorre de maneira única, apresentando variações conforme o elemento causador.

O estudo destaca os pites, que são buracos minúsculos formados por umidade e sais minerais. Essas marcas indicam um longo processo de interação química entre a pedra e o ambiente.

Por outro lado, a erosão uniforme retira camadas da rocha de maneira mais homogênea.

O vento carregado de areia é o principal responsável por polir o monumento dessa forma. Ao medir essa perda de espessura, o engenheiro consegue calcular quanto tempo a pedra sofreu exposição.

Números que desafiam a história

O pesquisador selecionou doze áreas distintas na parte inferior da estrutura para realizar suas medições.

Cada ponto revelou dados específicos sobre o desgaste acumulado, levando em conta a posição de cada bloco. Logo após, Donini consolidou essas informações em uma análise estatística abrangente.

Os dados sugerem que a construção aconteceu entre 8.954 a.C. e 36.878 a.C.

Essa estimativa coloca o monumento em uma era muito anterior ao reinado tradicional de Khufu. Dessa forma, a média calculada de 22.900 a.C. quebra os paradigmas da arqueologia convencional.

Variáveis que pedem cuidado

Embora a técnica seja inovadora, o autor admite que existem limitações significativas no processo.

Ele explica que fatores modernos, como a chuva ácida, podem ter acelerado a erosão nos últimos anos. Além disso, o contato humano constante também impacta a integridade das pedras originais.

Outra questão relevante é a variação climática ocorrida no Egito durante os últimos milênios.

Períodos mais úmidos ou secos alteram a velocidade com que o calcário se desgasta. Consequentemente, o estudo deve ser visto como um indicativo de grandeza e não um veredito final.

O faraó Khufu foi um restaurador?

A conclusão do estudo levanta uma possibilidade que pode mudar os livros de história.

Donini propõe que a pirâmide já estava lá quando o Egito dinástico surgiu no deserto. Assim, Khufu teria apenas restaurado o monumento antigo e tomado para si a autoria da obra.

O engenheiro italiano pretende agora levar sua pesquisa para outros pontos do planalto de Gizé. Ele acredita que ampliar a base de dados trará mais segurança para o método REM. O objetivo final é confirmar se o desgaste das rochas segue o mesmo padrão histórico.