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Agência Correio
Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 21:00
Júpiter, conhecido por sua Grande Mancha Vermelha, sempre intrigou astrônomos com o que se esconde abaixo de suas nuvens espessas. >
Pesquisadores da Universidade de Chicago e do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa usaram modelos computacionais inéditos para examinar essas camadas profundas e revelaram informações que desafiam teorias estabelecidas há décadas.>
Júpiter
As simulações mostram que o planeta possui cerca de 1,5 vez mais oxigênio que o Sol, superando estimativas anteriores, que indicavam presença mínima do elemento. >
Esse oxigênio está principalmente na forma de água congelada em camadas profundas do planeta.>
Os modelos também indicam que a circulação de gases e a difusão química no interior de Júpiter acontecem muito mais devagar do que se pensava, em uma escala de semanas em vez de horas. >
Esses processos lentos revelam uma dinâmica interna diferente do que a comunidade científica considerava até agora.>
A concentração elevada de oxigênio sugere que Júpiter se formou em regiões muito mais frias e distantes do Sol, além da chamada linha da neve, onde a água permanecia sólida. >
Ao migrar para a posição atual, o gigante gasoso pode ter influenciado a distribuição de detritos no sistema solar, criando condições estáveis para a formação de planetas rochosos como a Terra.>
Pela primeira vez, pesquisadores conseguiram combinar hidrodinâmica e química atmosférica em uma única simulação. >
Os dados usados vieram de missões como a Galileo e a Juno, permitindo recriar pressões e temperaturas extremas do interior joviano. >
Como o planeta não possui superfície sólida, sondas não poderiam sobreviver à exploração direta, tornando os modelos computacionais a principal ferramenta para estudar seu núcleo.>
Estudar a circulação lenta de gases e reações químicas internas é o que ajuda astrônomos a interpretar observações de planetas fora do sistema solar. >
Júpiter funciona como referência para entender como sistemas estelares se tornam estáveis e quais condições podem permitir vida em planetas internos.>
A investigação do que ocorre abaixo das nuvens de Júpiter não apenas amplia o conhecimento sobre o gigante gasoso, mas também oferece pistas sobre os primeiros estágios de formação do nosso próprio sistema solar.>