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Fernanda Varela
Publicado em 19 de maio de 2026 às 07:15
Muito além da carreira em Hollywood, Leonardo DiCaprio se tornou um dos famosos mais envolvidos com causas ambientais no planeta. O astro de Titanic voltou a chamar atenção mundial após comprar uma ilha inteira no Chile para impedir a exploração ambiental da região e proteger espécies ameaçadas.>
A área adquirida foi a Ilha Guafo, localizada na costa sul chilena. O território possui cerca de 197 quilômetros quadrados - cerca de 27,5 mil campos de futebol - e ficou anos anunciado em sites especializados na venda de ilhas particulares por cerca de 20 milhões de dólares, valor que supera R$ 110 milhões na cotação atual.>
Leonardo DiCaprio
A compra foi feita através da Re:wild, organização ambiental ligada ao ator e criada em parceria com cientistas, ambientalistas e investidores internacionais. Em publicação nas redes sociais, DiCaprio afirmou que a ilha estava ameaçada por mineração de carvão, desmatamento e outras atividades industriais consideradas destrutivas.>
Segundo o ator, a intenção é doar oficialmente a Ilha Guafo ao governo chileno para que o território se transforme em um Parque Nacional protegido.>
A ilha é considerada estratégica para preservação ambiental porque funciona como habitat de diversas espécies ameaçadas. Entre elas estão os pinguins-de-Magalhães, lontras-marinhas e enormes colônias de petréis-fuliginosos, aves marinhas conhecidas por realizar migrações gigantescas entre os hemisférios sul e norte todos os anos.>
Especialistas também consideram a região uma das áreas mais importantes da costa chilena para conservação da biodiversidade marinha.Mas a Ilha Guafo está longe de ser o único projeto ambiental milionário ligado ao ator.>
Mas a Ilha Guafo está longe de ser o único projeto ambiental milionário ligado ao ator. Em 2021, Leonardo DiCaprio anunciou um investimento de US$ 43 milhões para ajudar na preservação das Ilhas Galápagos, arquipélago conhecido mundialmente pela biodiversidade e pela relação histórica com os estudos de Charles Darwin.
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O valor foi destinado a uma série de iniciativas científicas e ambientais coordenadas pela Re:wild em parceria com o Parque Nacional de Galápagos e comunidades locais.>
Entre os projetos financiados estavam a recuperação da Ilha Floreana, considerada lar de 54 espécies ameaçadas, além da reintrodução de 13 espécies que haviam desaparecido da região.>
O investimento também ajudou em programas de reprodução animal, recuperação ambiental e medidas para reduzir os impactos do ecoturismo nas ilhas.>
As Ilhas Galápagos ganharam fama mundial após serem estudadas pelo cientista Charles Darwin no século XIX. As observações feitas no arquipélago ajudaram Darwin a desenvolver a teoria da seleção natural apresentada no livro A Origem das Espécies.>
O envolvimento ambiental de Leonardo DiCaprio começou há décadas. Em 1998, o ator criou a Fundação Leonardo DiCaprio, organização voltada para preservação ambiental, combate às mudanças climáticas e proteção de espécies ameaçadas.>
Desde então, a fundação já financiou mais de 200 projetos ambientais em aproximadamente 50 países. Em 2019, por exemplo, DiCaprio doou cerca de R$ 20 milhões para um fundo de preservação da Floresta Amazônica.>
O ator também esteve entre artistas internacionais que pressionaram o então presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, a endurecer acordos ambientais relacionados ao Brasil e ao desmatamento da Amazônia. Além disso, Leonardo já destinou mais de US$ 15 milhões para programas globais de proteção animal, preservação de áreas selvagens e combate às mudanças climáticas.>
Em diferentes entrevistas, o ator afirmou que considera a crise climática “o maior perigo que ameaça a humanidade” e defendeu ações urgentes para impedir o desaparecimento de ecossistemas inteiros nas próximas décadas. “Degradamos cerca de três quartos dos lugares selvagens do planeta e levamos mais de 1 milhão de espécies à beira da extinção”, afirmou DiCaprio em declaração reproduzida pelo jornal The Guardian.>
Nos últimos anos, o ator passou a usar as próprias redes sociais quase como plataforma ambiental, divulgando projetos científicos, campanhas de preservação e alertas sobre aquecimento global, espécies ameaçadas e destruição de florestas ao redor do mundo.>