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Agência Correio
Publicado em 19 de janeiro de 2026 às 20:00
Um projeto de adoção de fósseis transformou um achado comum em um dos maiores enigmas do Museu do Norte. Por meio da iniciativa da Universidade do Alasca, o público doa fundos para catalogar restos de mamutes-lanosos. Mas, para a surpresa de todos, um conjunto específico de ossos revelou uma identidade secreta guardada por décadas.>
Com efeito, o programa Adote um Mamute permitiu que a ciência olhasse novamente para o seu acervo. O que antes era apenas um número de catálogo tornou-se o centro de um debate sobre migração animal. >
Baleia
Os pesquisadores agora precisam lidar com o fato de que uma baleia “invadiu” o território dos mamutes.>
Em 1951, o arqueólogo Otto Geist resgatou esses fósseis acreditando serem de um mamute típico da Beríngia. Como a área é famosa por esses animais terrestres, ninguém contestou a classificação original por setenta anos. >
Somente agora, com a verba da adoção, foi possível realizar os testes laboratoriais necessários.>
A análise química foi o ponto crucial para desmascarar o antigo erro de identificação do museu. Os cientistas detectaram isótopos de carbono e nitrogênio que pertencem a grandes mamíferos aquáticos. >
Consequentemente, o DNA provou que o suposto mamute era, de fato, uma baleia que viveu há apenas 3 mil anos.>
A presença desses ossos em uma área continental levanta questões profundas sobre a pré-história daquela região. Uma hipótese sugere que o animal teria navegado por rios interiores, perdendo-se completamente de seu habitat. Mas essa ideia encontra resistência, já que a geografia local impõe barreiras físicas para seres desse tamanho.>
Pesquisadores também investigam se comunidades antigas teriam levado os ossos para o local por algum motivo específico. Todavia, a ausência de marcas de corte ou de ferramentas deixa essa teoria sem um embasamento sólido. >
Diante de tantas incertezas, a ciência admite que algumas perguntas podem ficar sem resposta.>
Matthew Wooller, especialista da equipe, resumiu bem a frustração e o fascínio do caso. Ele afirmou: “Em última análise, isso pode nunca ser completamente resolvido”. >
Portanto, o museu continuará exibindo seus ossos de baleia como um lembrete da complexidade da vida selvagem.>