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Felipe Sena
Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 16:15
“Faz do jeitinho que Nara gosta”, diz o refrão de “Arrocha”, o sucesso de Nara Costa , um dos ícones do arrocha nos anos 2000. Muitos comentários já circularam nas redes sociais de fãs, questionando o por que a cantora não volta aos palcos, mas esse não é um projeto na vida de Nara, que hoje leva uma vida longe dos holofotes e com um propósito de vida maior, segundo ela. >
A artista voltou a falar sobre sua conversão ao cristianismo e a decisão de deixar a música. “Não foi uma decisão simples. O arrocha fazia parte da minha história e da minha identidade. Mad chegou um momento em que entendi que precisava obedecer a um chamado maior”, relatou a artista, ao relembrar o processo interno que antecedeu a mudança.>
Nara Costa
Conhecida pela voz marcante e potente em programas de grande audiência, Nara Costa construiu uma carreira sólida no arrocha antes de interromper o ciclo. Nara participou de programas como Central da Periferia, Domingão do Faustão e Fantástico. Também se tornou figura carimbada em atrações populares como o Sábado Total, apresentado por Gilberto Barros, na Band.>
De acordo com ela, a mudança não foi apenas artística, mas espiritual e existencial. Apesar do sucesso e dá visibilidade, a cantora afirmou que vivia conflitos internos que não eram perceptíveis pelo público. A conversão, segundo ela, trouxe clareza, reorganização emocional e um novo sentido para sua caminhada.>
Em entrevista no Programa “É do Povo”, Nara relatou que em 2011 sofreu uma traição e nesse período se encontrava no fundo do poço. “O homem que eu idolatrava me traia com todas as mulheres que andavam na minha casa. Nesse momento, eu desci no fundo do poço. Três meses da minha vida que eu não conseguia cumprir agenda e rotina diária. Engordei 18 quilos, não dormia e só chorava. Encontrei com Jesus, e passei dois anos sendo capacitada por Deus para fazer o que estou fazendo hoje”, contou Nara.>
Hoje, a história de Nara tem sido compartilhada como testemunho em igrejas e eventos cristãos, alcançando pessoas que vivem dilemas semelhantes. “A transformação não apagou quem eu fui, mas ressignificou tudo. O passado existe, faz parte da minha história, mas hoje ele serve como ponte para mostrar que mudanças são possíveis”, afirmou.>