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A mais antiga: pesquisadores descobrem formiga de 40 milhões de anos em coleção esquecida do escritor Goethe

Coleção de âmbar de Johann Wolfgang von Goethe guardava fóssil inédito de formiga

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 17:00

Pesquisadores alemães identificam inseto do período Eoceno em coleção do século XIX
Pesquisadores alemães identificam inseto do período Eoceno em coleção do século XIX Crédito: Pixabay

Você sabia que o renomado escritor Goethe também era apaixonado pela observação da natureza? Recentemente, cientistas alemães examinaram sua coleção pessoal de âmbar e localizaram uma formiga que viveu há milhões de anos.

O material foi coletado no Mar Báltico, uma prática muito comum entre os estudiosos dos séculos XVIII e XIX.

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O segredo que a visão humana não alcançou

O inseto permanecia camuflado dentro da resina fossilizada há décadas sem ser notado por ninguém. Devido à falta de contraste natural do material, os olhos e microscópios comuns não detectavam sua presença física ali.

Como resultado, o fóssil passou despercebido por gerações de entusiastas e guardiões da coleção histórica. Apenas recentemente a tecnologia correta permitiu que esse mistério biológico fosse enfim revelado para o mundo científico.

Imagens tridimensionais detalham o inseto antigo

Os pesquisadores aplicaram técnicas de tomografia de alta resolução para observar o interior do âmbar sem danificá-lo. Então, eles criaram imagens interativas que mostram a formiga por todos os ângulos possíveis através de modelos 3D.

Notavelmente, as estruturas internas preservadas chamaram a atenção de toda a equipe acadêmica da Universidade de Jena. Desse modo, a análise abriu portas para novos estudos detalhados sobre a anatomia desses seres primitivos.

Uma criatura que viveu em selvas europeias extintas

A formiga faz parte da espécie Ctenobethylus goepperti, um tipo de inseto típico do antigo período Eoceno. Naquele tempo, densas florestas tropicais cobriam grande parte do território que hoje conhecemos como o continente europeu.

Bernhard Bock ressaltou que o excelente estado do fóssil permitiu realizar descrições científicas muito ricas e detalhadas. Logo, a descoberta reforça o conhecimento sobre espécies que desapareceram há milhões de anos da face da Terra.

A importância vital das coleções de séculos atrás

O achado reforça que objetos guardados em museus e acervos antigos ainda possuem um potencial informativo gigante. Goethe reuniu essas peças com cuidado, preservando involuntariamente dados essenciais para o futuro da biologia e da paleontologia.

Certamente, o material acumulado por estudiosos do passado continua ajudando a ciência contemporânea de forma surpreendente. Assim, a história natural ganha novos capítulos valiosos através de peças que estavam esquecidas em estantes históricas.

Tags:

Ciência Histórias Curiosas