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O exame de sangue que detecta Alzheimer com 94,5% de precisão já já está disponível

Biomarcador sanguíneo identifica sinais do Alzheimer com mais segurança e pode substituir exames invasivos

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 27 de fevereiro de 2026 às 14:00

Estudo mostra que exame de sangue com p-tau217 aumenta a precisão no diagnóstico de Alzheimer e reduz erros na avaliação clínica
Estudo mostra que exame de sangue com p-tau217 aumenta a precisão no diagnóstico de Alzheimer e reduz erros na avaliação clínica Crédito: Freepik

Um exame de sangue capaz de identificar sinais do Alzheimer antes que a perda de memória se agrave está ganhando validação científica.

A principal novidade é a medição da proteína p-tau217, ligada às alterações cerebrais típicas da doença, que pode indicar o problema com alto grau de precisão sem a necessidade de exames caros ou invasivos, como a punção lombar ou o PET cerebral.

Rebecca Luna conta que experimentava uma série de lapsos de memória e desatenções por Reprodução

Doença cresce no mundo

Atualmente, o Alzheimer é a principal causa de demência no mundo, representando entre 60% e 70% dos casos.

A Organização Mundial da Saúde estima que 57 milhões de pessoas vivam com demência e projeta que esse número pode chegar a 139 milhões até 2050, o que amplia a pressão sobre sistemas de saúde e famílias.

Estudo clínico confirma aumento na precisão

A eficácia do novo exame foi testada na Espanha em um estudo com 200 pacientes acima de 50 anos que já apresentavam sintomas cognitivos.

A pesquisa foi liderada por Jordi A. Matías-Guiu, da Universidade Complutense de Madrid, e publicada no Journal of Neurology em 10 de fevereiro de 2026.

Resultados do estudo

Os cientistas analisaram a presença da proteína p-tau217 no sangue. Essa proteína é um biomarcador, termo usado para definir substâncias do organismo que indicam processos biológicos anormais.

No Alzheimer, ela está relacionada ao acúmulo de proteínas que danificam os neurônios.

Com base apenas na avaliação clínica, a taxa de acerto dos médicos era de 75,5%. Quando o resultado do exame foi incluído, a precisão subiu para 94,5%. O diagnóstico mudou em cerca de um a cada quatro pacientes avaliados.

Em parte dos casos, suspeitas de Alzheimer foram descartadas. Em outros, o exame identificou a doença onde se acreditava haver apenas envelhecimento comum.

A confiança dos profissionais com o diagnóstico também aumentou, passando de 6,90 para 8,49 em uma escala de 10 pontos.

Evidências tiveram validação internacional

Dias antes da divulgação do estudo espanhol, a revista Nature publicou uma revisão ampla sobre biomarcadores sanguíneos no Alzheimer.

O trabalho foi conduzido por Henrik Zetterberg, da Universidade de Gotemburgo, e por Barbara Bendlin, da Universidade de Wisconsin-Madison.

A análise concluiu que a p-tau217 medida no plasma reflete com precisão processos neurodegenerativos ligados à doença.

O plasma é a parte líquida do sangue, onde essas proteínas circulam e podem ser detectadas em concentrações muito baixas com técnicas laboratoriais atuais.

Embora independentes, os dois trabalhos caminham na mesma direção: a medição da p-tau217 pode permitir a identificação de alterações cerebrais antes das fases mais avançadas do declínio cognitivo.

Papel dos biomarcadores na prática médica

No caso do Alzheimer, os biomarcadores ajudam a identificar a doença em fases iniciais, acompanhar sua progressão e avaliar se um tratamento está funcionando.

Na prática, isso permite decisões mais seguras e ajustadas ao perfil de cada paciente.

Segundo especialistas, a ampliação de exames baseados em uma simples amostra de sangue também pode tornar o diagnóstico mais acessível e menos invasivo.