Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

O que estava no testamento de Anita Harley que virou alvo de disputa na Justiça

Documento colocava assessora no controle total da vida da empresária em coma e virou alvo de batalha judicial por fortuna de R$ 2 bilhões

  • Foto do(a) author(a) Heider Sacramento
  • Heider Sacramento

Publicado em 24 de março de 2026 às 21:45

Anita Harley Crédito: Divulgação/Globoplay

A disputa envolvendo o testamento de Anita Harley, herdeira das Casas Pernambucanas, ganhou novos capítulos após a Justiça invalidar o documento que definia quem poderia tomar decisões em nome da empresária, em coma desde 2016. O caso, que envolve uma fortuna estimada em R$ 2 bilhões, expõe um embate familiar e jurídico que se arrasta há anos.

Diferente de um testamento tradicional, voltado à divisão de bens após a morte, o chamado testamento vital de Anita estabelecia diretrizes sobre cuidados médicos e gestão de sua vida em situações de incapacidade. O documento se tornou peça central da disputa e foi detalhado na série documental O Testamento: o Segredo de Anita Harley.

No texto, Anita nomeava a amiga e assessora Cristine Alvares Rodrigues como responsável por decisões amplas sobre sua vida. A autorização incluía acesso irrestrito à empresária em qualquer local e poder para autorizar ou impedir visitas, inclusive de familiares.

O documento ainda concedia à assessora autoridade para intermediar decisões médicas, emitir ordens e autorizações à equipe de saúde e controlar quem poderia se aproximar da empresária, sob justificativa de garantir seu bem-estar.

Anita Harley por Reprodução

Esse ponto foi um dos principais alvos de contestação judicial e intensificou a disputa pela curatela, ou seja, pelo direito de administrar os interesses de Anita.

A situação se agravou após Sônia Soares, conhecida como Suzuki, alegar ter vivido uma união estável com a empresária. A declaração levantou dúvidas sobre quem deveria assumir legalmente a responsabilidade pelas decisões de vida e morte.

Outro fator decisivo foi o pedido de reconhecimento de Arthur, filho biológico de Suzuki, como herdeiro socioafetivo de Anita, o que aumentou ainda mais a complexidade do processo.

Diante dos conflitos, da ausência de herdeiros diretos e das incertezas sobre a real vontade da empresária, a Justiça decidiu invalidar o testamento vital.

Com isso, foi nomeado um curador externo, responsável por administrar tanto a fortuna bilionária quanto as decisões médicas envolvendo Anita Harley.