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Os 100 nomes proibidos que nenhum bebê pode ser registrado no Brasil

Registro pode ser negado quando a escolha tende a gerar constrangimento e discriminação, e listas online costumam confundir mais do que ajudar

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 11:00

Termos inválidos no DataSUS viraram referência na internet e reúnem exemplos de palavras que dificilmente seriam aceitas como prenome no Brasil.
Termos inválidos no DataSUS viraram referência na internet e reúnem exemplos de palavras que dificilmente seriam aceitas como prenome no Brasil. Crédito: Elza Fiuza/Agência Brasil

Mesmo sem proibição direta de nomes, o registro pode ser negado quando a escolha tende a gerar constrangimento e discriminação, e listas online costumam confundir mais do que ajudar.

A escolha do nome é um dos primeiros atos de cuidado com um filho. Muita gente busca significado, homenagem e beleza. Porém, quando a ideia vira palavra ofensiva, frase estranha ou termo pejorativo, o cartório pode barrar.

SANTOS - Sobrenome vem do termo latino sanctus, que significa “sagrado” ou “santo”. Linhagem possivelmente teve origem na Sierra de los Santos, na região da Andaluzia, no sul da Espanha. Na Idade Média, o nome Santos também era atribuído a indivíduos nascidos em 1º de novembro, data comemorada como o Dia de Todos os Santos. por Imagem: New Africa | Shutterstock

Para evitar frustração no dia do registro, vale entender como a regra funciona na prática. O critério não é gosto pessoal do atendente, e sim a preocupação com a dignidade da criança, já que o nome vai aparecer em documentos por toda a vida.

Quando o nome entra em zona de risco

O Brasil não tem uma lista oficial de nomes proibidos. Ainda assim, o oficial de registro civil pode avaliar se o nome escolhido expõe a pessoa a situações constrangedoras. Essa análise mira, sobretudo, risco de bullying e discriminação.

Na rotina, as recusas costumam envolver termos claramente ofensivos, de teor sexual ou que funcionam como xingamento. Além disso, palavras que parecem objeto, lugar, setor ou descrição genérica também tendem a ser questionadas no balcão.

Esse cuidado funciona como proteção preventiva. Afinal, um nome problemático pode virar motivo de humilhação diária na escola, no trabalho e até em serviços de saúde. Portanto, o registro busca evitar que o documento oficial amplifique esse peso.

O que significa “lista proibida” na internet

Em redes sociais, listas circulam como se fossem regras oficiais. Só que não há um documento nacional com cem nomes vetados. O que aparece com frequência são relações baseadas em termos inválidos para cadastro no DataSUS.

Como esses termos já foram bloqueados em um sistema, eles viraram referência do que pode ser visto como inadequado. Assim, a lista ajuda a enxergar padrões, mas não substitui a avaliação do cartório, já que cada caso pode ser analisado.

Em outras palavras, a lista funciona como alerta. Se um termo já nasce como ofensa ou piada pronta, a chance de recusa cresce. Por isso, olhar a relação ajuda a evitar escolhas que possam virar marca negativa para a criança.

Exemplos que mostram o padrão

Alguns itens citados nessas relações explicam por que a recusa acontece. Muitos são palavrões, xingamentos ou expressões que não têm cara de nome próprio. Para leitura rápida, veja exemplos que ilustram a lógica do critério.

“Idiota”, “Prostituta”, “Sadismo”...

O ponto em comum é o risco de constrangimento. Quando a palavra carrega um sentido depreciativo, ela tende a gerar apelidos forçados e exclusão. Por isso, o cartório pode agir para impedir que o nome vire instrumento de agressão social.

Não existe “lista proibida” oficial, mas existe critério de proteção contra constrangimento e discriminação. Ao entender essa lógica e evitar termos ofensivos, a família faz uma escolha mais segura e reduz a chance de ter o registro negado.