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Agência Correio
Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 16:00
O peixe-lua, frequentemente ridicularizado em vídeos na internet por sua aparência peculiar e movimentos lentos, exerce um papel vital no equilíbrio dos oceanos. Embora pareça derivar sem rumo, ele é um nadador habilidoso. >
Pesquisas recentes indicam que esse gigante marinho é fundamental para controlar a população de águas-vivas no mundo inteiro. Sem a sua presença constante, os ataques desses animais aos banhistas seriam muito mais frequentes.>
Peixe-lua evita o aumento de águas-vivas nas praias e mares
O biólogo Paulo Henrique Barboza de Castro, em entrevista ao Metrópoles, explica que a perda de qualquer espécie gera efeitos em cascata nos ecossistemas. Portanto, o peixe-lua não é uma falha evolutiva, mas sim um sobrevivente oceânico.>
Ao contrário do que muitos pensam, o peixe-lua utiliza suas nadadeiras dorsal e anal de forma sincronizada para se locomover. Esse mecanismo permite que ele realize mergulhos profundos e atravesse fortes correntes marinhas.>
É comum ver o animal deitado na superfície, mas isso não significa que ele esteja doente ou fraco. Essa posição facilita a remoção de parasitas por aves e outros peixes pequenos que habitam a região.>
Além de medusas, o peixe-lua consome crustáceos, moluscos e pequenos peixes ao longo de sua vida. Por isso, ele atua como um regulador natural, impedindo explosões populacionais de espécies que podem ser perigosas.>
Sendo o maior peixe ósseo do mundo, ele pode atingir três toneladas e três metros de comprimento. Contudo, a espécie está classificada como vulnerável devido à pesca acidental e à poluição crescente dos oceanos.>
Infelizmente, o descarte incorreto de sacolas plásticas é uma ameaça fatal para esses animais. Como eles se alimentam de águas-vivas, acabam ingerindo lixo por engano, o que causa bloqueios digestivos irreversíveis.>
Segundo o professor Paulo Henrique, “Espécies vistas como pouco relevantes tendem a receber menos atenção em políticas ambientais, pesquisas científicas e programas de proteção”. >
Ele alerta: “Isso é preocupante, já que a perda de qualquer espécie pode gerar efeitos em cascata nos ecossistemas”.>