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Agência Correio
Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 11:00
A paisagem do Parque Estadual do Rio Vermelho, em Florianópolis, enfrenta uma transformação perigosa causada por uma planta invasora. >
Especialistas consideram o pinus uma espécie nociva quando ele se espalha sem controle por áreas de preservação ambiental. >
Evite ter essas plantas em casa
Recentemente, autoridades iniciaram uma operação para remover esses exemplares que já dominam boa parte do ecossistema local.>
Essa árvore exótica se multiplica com facilidade e provoca impactos severos na vida selvagem de onde se instala. >
Além de atrapalhar o desenvolvimento da flora original, ela modifica as características químicas da terra. >
Por esse motivo, órgãos fiscalizadores e comunidades tradicionais monitoram de perto o avanço desordenado desse pinheiro invasor no Sul brasileiro.>
De acordo com pesquisadores, a principal característica negativa do pinus é a sua capacidade de acidificar o solo onde cresce. >
Esse processo impede que arbustos nativos consigam germinar, criando um deserto verde com baixíssima biodiversidade. >
Dessa forma, a vegetação original da Mata Atlântica acaba perdendo espaço para uma única espécie dominante.>
Outro ponto preocupante envolve a mudança no regime hídrico e o aumento considerável do perigo de grandes queimadas. >
As propriedades físicas da árvore facilitam a propagação do fogo, colocando em risco toda a unidade de conservação. >
Portanto, realizar o manejo correto dessas plantas é uma medida urgente para salvar os recursos hídricos e a fauna local.>
O território em questão abriga trechos fundamentais de Mata Atlântica e possui uma importância social imensa para Santa Catarina.>
Atualmente, o Brasil possui mais de 1 milhão de quilombolas, e em Florianópolis, eles buscam recuperar áreas tomadas pelo pinus. >
A Justiça já decidiu que essas comunidades devem participar diretamente da recuperação ambiental dessas terras.>
De acordo com site TNH1, o governo estadual argumenta que a regularização pode afetar a preservação, mas a Justiça defende a gestão compartilhada com os moradores.>
Através da retirada gradual das árvores exóticas, o projeto visa replantar mudas nativas e fortalecer os saberes tradicionais.>