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Proibida na Dinamarca, a ashwagandha preocupa autoridades europeias e liga alerta no mundo

Essa planta vem sendo motivo de atenção para especialistas e autoridades por conta de seus potenciais efeitos adversos à saúde

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Foto do(a) author(a) Helena Merencio
  • Agência Correio

  • Helena Merencio

Publicado em 11 de março de 2026 às 06:00

Especialistas ressaltam que suplementos contendo a planta são ingeridos frequentemente sem supervisão médica, o que aumenta o risco de efeitos adversos
Especialistas ressaltam que suplementos contendo a planta são ingeridos frequentemente sem supervisão médica, o que aumenta o risco de efeitos adversos Crédito: Freepik

Suplementos alimentares que contêm ashwagandha, planta associada à redução do estresse, passaram a ser monitorados pela União Europeia.

A Dinamarca proibiu a venda da substância, despertando preocupação sobre possíveis efeitos à saúde.

Frutas e vegetais também podem ser perigosos: muitos liberam toxinas que podem provocar reações sérias por ArtCookStudio | Shutterstock

Em Portugal, os órgãos de vigilância acompanham o processo e aguardam a decisão conjunta dos países do bloco.

A expectativa é que a União Europeia estabeleça critérios claros sobre a comercialização da planta em suplementos e alimentos.

Riscos potenciais

Estudos indicam que o consumo da ashwagandha pode afetar a saúde reprodutiva, incluindo risco de aborto, além de impactar o funcionamento do sistema endócrino e do fígado.

A Direção-Geral da Saúde comunicou essas preocupações à Comissão Europeia, reforçando a necessidade de avaliação técnica da substância.

“A ashwagandha foi sinalizada à Comissão Europeia como uma substância com potenciais efeitos adversos para a saúde”, afirmou a DGS afirmou em resposta ao público.

A entidade detalhou, destrinchando possíveis efeitos: “tendo em conta preocupações de segurança, que incluem potenciais riscos para a saúde reprodutiva – como o aborto – e para o sistema endócrino e hepático.”

Especialistas ressaltam que suplementos contendo a planta são ingeridos frequentemente sem supervisão médica, o que aumenta o risco de efeitos adversos.

Sendo assim, consumidores que utilizam produtos regularmente podem estar mais expostos a alterações hormonais e hepáticas.

Avaliação europeia

O processo de análise é conduzido em colaboração com a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos.

Segundo a Direção-Geral da Alimentação e Veterinária, responsável pela regulamentação de suplementos no país, o objetivo é determinar se a planta pode ser considerada segura como alimento.

Dados sobre toxicidade, efeitos nos órgãos e impactos reprodutivos serão reunidos. Informações sobre o consumo habitual da substância também serão consideradas, permitindo decisões uniformes entre os Estados-membros.

Cenário em Portugal

No território nacional, a Direção-Geral da Saúde avalia possíveis medidas preventivas.

Normas para uso seguro da ashwagandha ou restrições específicas poderão ser aplicadas dependendo das conclusões da União Europeia; a instituição reforça que qualquer decisão europeia terá efeito direto sobre a comercialização de suplementos em Portugal.

Uma regulamentação rigorosa busca proteger consumidores e prevenir riscos relacionados ao consumo prolongado ou excessivo da planta.

Lições e expectativas

Com a nação dinamarquesa encabeçando o movimento de análise e, principalmente, a proibição, o país tornou-se referência para os demais países da União Europeia.

Além disso, esse acontecimento joga luz a uma questão de extrema importância: a necessidade de análise criteriosa de ingredientes naturais antes de liberar sua venda em larga escala para o grande público.

Sob essa ótica, as autoridades de saúde pública acompanham o caso de perto para monitoramento da saúde dos pacientes, enquanto resultados da avaliação europeia devem subsidiar a criação de regras claras, garantindo a proteção aos consumidores.

A meta é permitir o consumo seguro de suplementos à base de ashwagandha, caso a planta seja aprovada.

O acompanhamento técnico busca reduzir riscos à saúde e assegurar que ingredientes em suplementos alimentares não representem ameaça à população.

Tags:

Saúde