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Agência Correio
Publicado em 27 de fevereiro de 2026 às 11:00
Observar o Universo é como abrir um álbum antigo e descobrir imagens que estavam escondidas pelo tempo. >
Foi exatamente essa sensação que tomou conta da comunidade científica após uma nova descoberta feita pelo James Webb Space Telescope: uma galáxia com aparência de “água-viva” foi identificada flutuando no espaço profundo, exibindo longos filamentos de gás que lembram tentáculos cósmicos. >
Curiosidades sobre água-vivas
A estrutura impressiona pelos seus filamentos extensos, que parecem se arrastar pelo vazio em alta velocidade. Esse visual exótico é resultado de um fenômeno conhecido como “arrancamento por pressão” (ram pressure stripping).>
Esse processo acontece quando uma galáxia atravessa regiões densas, como aglomerados galácticos, e sofre uma pressão externa extremamente intensa. >
A força é capaz de remover o gás interno da galáxia, deixando para trás trilhas luminosas que marcam seu caminho pelo cosmos. O efeito visual é tão marcante que rendeu o apelido de galáxia “medusa”.>
A descoberta foi liderada pelo pesquisador Ian Roberts, que analisava dados do campo COSMOS, uma das regiões mais estudadas do céu profundo por estar distante da interferência luminosa da Via Láctea.>
As imagens captadas pelo telescópio revelaram algo ainda mais surpreendente: pontos azulados brilhando ao longo dos filamentos de gás. Ao investigar esses sinais, os cientistas constataram que se tratavam de estrelas recém-formadas.>
A descoberta desafia antigas teorias. Durante muito tempo, acreditava-se que regiões mais remotas e menos densas do universo não teriam pressão suficiente para provocar esse tipo de fenômeno extremo.>
Agora, os dados indicam que mesmo ambientes considerados menos agressivos podem desencadear processos intensos de transformação galáctica. >
O próximo passo dos pesquisadores é entender por que essas galáxias interrompem, de forma repentina, a formação de novas estrelas.>
A “água-viva” cósmica não é apenas uma imagem fascinante, ela pode ajudar a reescrever parte do que sabemos sobre a evolução das galáxias no Universo Primitivo.>