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Giuliana Mancini
Publicado em 17 de março de 2026 às 07:23
Ratinho se envolveu em mais uma polêmica. Depois de ser acusado de transfobia após as recentes falas contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), o apresentador detonou Wagner Moura por suas declarações sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a divulgação internacional do filme O Agente Secreto, que disputou o Oscar 2026.>
O comunicador iniciou seu comentário elogiando os trabalhos do ator, relembrando papéis marcantes do baiano, como o Capitão Nascimento, em Tropa de Elite, e o narcotraficante Pablo Escobar, na série Narcos. >
Wagner Moura da vida real
"Aquele menino que disputou o Oscar e perdeu, o Wagner Moura, conheço como Capitão Nascimento, um baita de um ator, depois foi o que fez um outro dos narcotraficantes, o Pablo Escobar, sensacional, é um baita de um ator", falou.>
Na sequência, porém, o apresentador mudou o tom e fez críticas diretas ao posicionamento político do baiano. "Wagner, esquece o Bolsonaro, cara. Para de falar dele. Qual o motivo de falar dele? O cara tá doente, quase morrendo e você falando mal do cara nos Estados Unidos. Cala a sua boca, porra. Que isso? Fala outra coisa".>
"Continua sendo o Capitão Nascimento, continua sendo o baita do ator que você é, esquece essa coisa de política. Se não, a gente vai morrer ou vamos se matar. O Brasil é um só. Nosso povo é um só. Vamos deixar a política pra hora que tem que ser política, na hora da urna. Aí vota do jeito que você quiser", completou Ratinho.>
Ratinho tem 9 fazendas e rede de hotéis
As declarações de Wagner Moura criticadas por Ratinho não têm relação com o estado de saúde de Jair Bolsonaro. Em entrevistas recentes nos Estados Unidos, o ator comentou sobre a política brasileira e o contexto em que surgiu o filme "O Agente Secreto", que rendeu ao baiano a indicação ao Oscar de Melhor Ator. >
No programa Jimmy Kimmel Live!, Moura disse que cogitava agradecer a Bolsonaro se vencesse o Oscar, em referência ao agradecimento irônico que o apresentador americano fez a Donald Trump. "Eu pensei que era uma ideia brilhante e que eu deveria basicamente agradecer ao Bolsonaro. Bolsonaro é o nosso Donald Trump brasileiro", afirmou.>
Em seguida, Kimmel reforçou a comparação, falando que, na visão dele, Bolsonaro é "anti-gay, anti-mulher, anti-todo mundo". E "anti-democracia", completou o brasileiro. O artista também comentou que "O Agente Secreto" nasceu do estranhamento que ele e o diretor do filme, Kleber Mendonça Filho, sentiram em relação ao que acontecia no Brasil durante o governo Bolsonaro (2018-2022).>