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Wagner Moura viveu infância em cidade que foi submersa; conheça a história de Rodelas

Cidade do sertão baiano foi submersa

  • Foto do(a) author(a) Felipe Sena
  • Felipe Sena

Publicado em 16 de março de 2026 às 20:55

Vídeo de Wagner Moura com 11 anos viralizou nas redes sociais
Vídeo de Wagner Moura com 11 anos viralizou nas redes sociais Crédito: Reprodução | Redes Sociais

Um vídeo de 1987, do ator Wagner Moura, com apenas 11 anos, viralizou nas redes sociais e virou até gancho para propaganda de banco, com a presença do ator. A vitória do baiano com o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes, na França, gerou comoção online e levou internautas a resgatarem um vídeo raro do artista ainda criança, o que aumentou ainda mais a comoção.

O registro mostrava o ator em Rodelas, cidade do interior da Bahia onde nasceu. Na ocasião, Wagner comentava sobre a possível remoção da comunidade por causa da construção de uma garagem. "Tenho vontade de mudar não. Aqui é o lugar que a gente brinca, sempre se diverte, tem as coisas tudo aqui. Lá é tudo estranho para a gente", disse, em tom sincero e emocionado.

Wagner na peça Abismo de Rosa, dirigido por Fernando Guerreiro, em 1997. Ele está no centro, com Clécia Queiroz e Nádia Turenko. por Divulgação

A gravação, na época, foi feita para uma reportagem, quando o antigo município de Rodelas foi inundado no fim da década de 1980 após a construção de uma hidrelétrica no Rio São Francisco.

A antiga cidade de Rodelas ficava a cerca de 500 quilômetros de Salvador. O município foi inundado após a construção da Usina Hidrelétrica de Luiz Gonzaga, conhecida anteriormente como Usina de Itaparica.

Antiga Rodelas foi submersa por Usina Hidrelétrica
Antiga Rodelas foi submersa por Usina Hidrelétrica Crédito: Reprodução

Com o fechamento da comporta da barragem, concluída em 1988, a região foi alagada para a formação de um reservatório. Com isso, a população precisou deixar a cidade original e foi transferida para uma nova área. Assim surgiu a Nova Rodelas, construída em um ponto mais elevado próximo ao antigo centro urbano.

Da cidade original, hoje restou apenas a caixa-d’água, que permanece visível acima do lago e se tornou símbolo da antiga comunidade. A formação do reservatório da hidrelétrica também provocou o alagamento de outras áreas da região.

Entre os municípios afetados estão Barra do Tarrachil, na Bahia; Petrolândia, em Pernambuco e Itacuruba, também em Pernambuco. A história da antiga Rodelas e das cidades inundadas se tornou símbolo das transformações provocadas pelas grandes obras no Rio São Francisco.

Da Bahia para o mundo

Em Rodelas, Wagner Moura teve os primeiros contatos com o teatro, ainda criança, em 1987. O ator participou de apresentações do grupo amador Guterchaplin, que segue ativo na cidade. A estreia aconteceu na peça “A Profecia”, um auto de Natal encenado nas ruas do município.

Wagner ainda participou da montagem “A Estrela”, antes de se mudar para Salvador no início de 1990.

Em Salvador

Quando se mudou para a capital baiana, Wagner aprofundou o conhecimento pelas artes cênicas, e aos 16 anos, começou a atuar em produções teatrais locais. Pouco tempo depois, recebeu o Prêmio Braskem de Teatro na categoria revelação. O artista ainda se destacou pela atuação na peça “Abismo de Rosas”, dirigida por Fernando Guerreiro.

Lázaro Ramos e Wagner Moura por Reprodução/Redes Sociais

Ainda em Salvador, Wagner se formou em jornalismo na Faculdade de Comunicação da UFBA, e chegou a trabalhar com repórter na TV antes de consolidar sua carreira nos palcos. O reconhecimento veio em 2000, com a peça “A Máquina”, de Adriana Falcão e João Falcão, quando dividiu palco com Lázaro Ramos, um dos seus melhores amigos.

Wagner também se destacou por produções como os filmes “Tropa de Elite”, “Saneamento Básico”, “Carandiru”, “Cidade Baixa” e “Ó, Paí, Ó”, além da novela “Paraíso Tropical”, onde ver par romântico com Camila Pitanga, como o icônico casal Olavo e Bebel.

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Wagner Moura