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Roberto Midlej
Publicado em 19 de janeiro de 2017 às 00:05
- Atualizado há 3 anos
Já se passaram 36 anos desde que Os Saltimbancos Trapalhões (1981) levou mais de 5 milhões de pessoas aos cinemas brasileiros, tornando-se o segundo maior sucesso do grupo de humor que conquistava as crianças todas as noites de domingo.Renato Aragão (ao centro) volta a viver o malandro Didi, que luta para salvar o circo da falência(Foto: Divulgação/Paprica Fotografia)De lá pra cá, muita coisa mudou: o humor politicamente incorreto não é mais aceito; o cinema brasileiro deu um salto de qualidade técnica e aquela criançada que encheu os cinemas já passou dos 40 e tem as suas próprias crianças.As portas então estão abertas para a volta daquele clássico infantil aos cinemas. Mas Renato Aragão faz questão de dizer que este Os Saltimbancos Trapalhões - Rumo a Hollywood não é um remake: “A ideia partiu do musical que eu encenei no Rio de Janeiro, que tem uma história diferente daquela do primeiro filme”.A peça, de 2014, era dirigida por Claudio Botelho e Charles Möeller, experiente em musicais. A dupla então foi mantida no filme para dirigir os números musicais. A direção geral é de João Daniel Tikhomiroff, de Besouro (2009) e de alguns telefilmes de Renato Aragão.>
Nova históriaA história foi atualizada: desta vez, em vez de lutar contra os abusos do patrão, os Trapalhões (agora restritos a Didi e Dedé) tentam ajudar o chefe a reerguer o circo onde trabalham, que está à beira da falência desde que o uso de animais foi proibido.Para Renato, a proibição faz sentido: “Os animais têm que ir pro habitat deles, que é a selva. Não podem levar fogo nas costas ou ser ameaçados com lanças. Os circos cresceram e se popularizaram com eles, mas já estão em outra fase”.Os mais saudosistas vão sentir falta do humor pastelão, que caracterizava o grupo. E certamente vão até estranhar o esmero da produção, afinal nos acostumamos a uma certa “tosqueira” nos filmes do quarteto. E as coreografias, caprichadas, agora estão nas mãos de especialistas, o que deixa o resultado notável. O elenco está afinado, misturando velhos conhecidos como Marcos Frota e Roberto Guilherme (o Sargento Pincel) com revelações recentes, como Marcos Veras e Maria Clara Gueiros. E no lugar de Lucinha Lins, está Letícia Colin, também experiente em canto, assim como a antiga intérprete da personagem Karina.E as músicas do primeiro filme - versões de Chico Buarque em português para as canções de Sergio Bardotti - estão de volta, com direito até a uma inédita do próprio Chico. Nas músicas, de novo, os mais velhos vão estranhar a ausência de Mussum cantando “leãozis”, “macarrãozis”...Com a ausência de Mussum (1941-1994) e Zacarias (1934-1990), o filme abre mão do humor e investe mais no musical. Melhor assim, afinal, sem os dois o desfalque é enorme, ainda que Didi seja o maior símbolo do quarteto.>
Mas o humor com trocadilhos infames continua lá e pode agradar à garotada. Ah, e uma cena clássica, impagável, do primeiro filme, está de volta: aquela em que Didi, em vez de ser hipnotizado, hipnotiza o mágico charlatão, que desta vez é uma charlatã vivida por Maria Clara Gueiros. >
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