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Publicado em 30 de agosto de 2025 às 17:10
Quando a Coreia do Sul decidiu conquistar o mundo com o seu soft power, pautado na cultura dos kdramas e do kpop, tudo foi pensado para ser feito com excelência e encantar o público. Isso vale para tudo e de modo mais abrangente percebemos nos shows musicais e apresentações ao vivo, além dos álbuns, que não só resgataram elementos como o CD e o vinil, que já andavam fora de circulação, como introduziram outros itens que logo se tornaram desejáveis e até colecionáveis! >
Não trata-se apenas de um simples CD! O que se chama de álbum é um combo que inclui livro de fotos exclusivas, photocards, encarte com as letras, post card, cartinhas, brindes, cartelas de adesivos, pôsteres e outras surpresas. Tudo oficial, um sonho para todo fã. >
Álbuns de kpop
Um álbum pode ter mais de uma versão, e cada uma traz um conceito próprio e um ensaio fotográfico diferente, tornando o material ainda mais desejável para quem coleciona. Os formatos também são inusitados. Há álbuns que são kits em uma caixa e outros que parecem mais uma revista com programação visual artística e inovadora. Tudo sempre vai depender da identidade musical e do estilo do artista. >
Pode acontecer também de um álbum ganhar edições em CD, em vinil e/ou uma versão digital. Neste último caso, o material impresso vem acompanhado de algum dispositivo com código digital para acessar as músicas em uma plataforma específica, com qualidade técnica superior aos arquivos compactados que são veiculados nos canais de streams. >
Aqui vale ressaltar dois pontos: não existe uma versão melhor do que a outra. Musicalmente existe a preferência de quem ouve cada mídia. Tem gente que ama a memória afetiva e ritualística do vinil, tem quem goste do CD e até adquire toca-cds em versões atualizadas para ouvir suas músicas, bem como tem fãs que não abrem mão da apuração técnica na audição. >
Outra coisa importante: ter todos os álbuns em todas as versões não torna ninguém mais fã; do mesmo jeito que não comprar algum e contiuar só no streaming gratuito não faz alguém menos fã. Cada um apoia seus artistas dentro das suas condições e está tudo bem. >
Helena Pellegrino,
20 anos - estudante de DireitoQuem acompanha e gosta de kpop, sabe o quanto é satisfatório abrir um álbum, se deleitar com tudo o que traz e até incluí-los na decoração de casa, do home office, do seu espaço criativo, porém, não dá para negar que, por se tratar de um produto importado, ainda é caro para a maioria das pessoas. Os preços podem variar entre R$ 200 e R$ 550 (caso do vinil) + frete e até taxa de importação. >
Millena Moraes,
33 anos, arquitetaPara quem mora em Salvador, por exemplo, o único meio para comprar os álbuns é via lojas online que importam, mas é preciso ter referências confiáveis para fazer o investimento e receber o produto. Já quem está ou vai para São Paulo encontra alguns álbuns em dois pontos físicos de venda: um corner no supermercado coreano Otugui e na loja Two Two, ambos no Bom Retiro. Lá paga-se bem mais caro, porém, tendo o álbum desejado, o fã leva para casa na hora, enquanto que nas lojas online, os valores são melhores, no entanto, o prazo de entrega chega a ser de dois meses, caso a importadora não tenha o produto para pronta-entrega. >
Rafaela Mendes,
30 anos - gestora da tecnologia Zig