Projeto quer transformar vida das pessoas pelo convívio com animais de estimação

A ideia é baiana e aproxima cães, gatos e até porquinhos da Índia de pessoas

Publicado em 5 de setembro de 2017 às 09:14

- Atualizado há 10 meses

. Crédito: Foto: Divulgação

Animais de estimação lembram infância, evocam sentimentos ternos, promovem um sentimento de bem estar muito relacionado à ancestralidade humana. Sabendo disso, em 2015, o veterinário Bruno Rapozo começou a juntar voluntários das mais variadas áreas que pudessem doar um pouco de tempo e emprestar seus pets para um projeto de visitar abrigos, asilos e qualquer local onde a interação entre os animais e humanos possa gerar bem estar. Surgia então o projeto Patas que Amam. Hoje, são 35 voluntários e diversos animais de estimação, entre cães, gatos e até um porquinho da Índia. De acordo com Rapozo, a proposta não é realizar terapia através dos animais, mas possibilitar um convívio rico para os envolvidos no projeto. “Temos como regra não passar mais de uma hora com os animais no local, evitando que haja muito desgaste ou estresse”, completa, ressaltando que, para participar do projeto, o animal passa por uma avaliação médica e de um adestrador que verifica o comportamento do pet, além de precisar estar com a vacinação em dia, ter o controle de pulgas e carrapatos e estar vermifugado.

Mais que simplesmente levar os animais para conviver com idosos ou crianças, o Patas que Amam também promove a ação de pessoas interessadas em melhorar a qualidade de vida de outras pessoas. Nas visitas realizadas em locais como a Casa de Repouso Bom Jesus (em Tubarão), o Lar Três Irmãos (em Lauro de Freitas), Lar Irmão São José (em Brotas) e a Aldeia SOS Infantil, os voluntários conseguiam não apenas promover um tempo de entretenimento como realizaram café da manhã e lanche. “É um modo de socializar, aliado a isso, temos parceiros especiais que colaboram muito para que consigamos oferecer algo com qualidade e leveza”, diz o veterinário.  Ele lembra que até mesmo para as pessoas que sentem algum receio ou medo, terminam sentindo vontade de interagir. “Deixamos as pessoas muito à vontade e selecionamos os animais com o perfil mais adequado para cada visita, assim tanto animais como seres humanos ficam tranquilos em relação a essa aproximação”, conta Bruno, lembrando de um casal de asilados que, numa das visitas, terminaram por recordar animais que foram amigos na infância. “Inicialmente, eles ficaram apenas observando, com o tempo e a confiança, terminaram participando e pegando alguns dos animais no colo por recordarem os pets que cuidaram na infância”, diz o veterinário, ressaltando que a participação é sempre muito rica do ponto de vista das trocas e interações