Prefeito planeja manter modelo de patrocínio para o próximo Carnaval

Cerca de quatro mil ambulantes estavam credenciados para a folia

Publicado em 11 de fevereiro de 2016 às 06:32

- Atualizado há 10 meses

O modelo de patrocínio do Carnaval de Salvador, que prevê a exclusividade do patrocinador na venda de cervejas nos circuitos da festa, será mantido no próximo ano, de acordo com o prefeito ACM Neto. Em 2016, a Schin, da Brasil Kirin, foi responsável por uma cota de R$ 25 milhões nos custos da festa (que chegam a R$ 50 milhões).“É fundamental para Salvador e para o Carnaval que esse modelo seja assegurado, afinal, metade de tudo que a prefeitura gasta é alcançada com apenas um patrocínio da cervejaria”, citou. Ainda segundo Neto, o patrocínio serve para garantir o tamanho do evento, além da geração de empregos diretos e indiretos e de um impacto para garantir que recursos da própria prefeitura sejam destinados à saúde, educação e habitação.(Foto: Valter Pontes/Agecom)Como o contrato com a Schin acaba neste Carnaval, outras cervejarias podem se candidatar a patrocinar a folia de 2017. Há a possibilidade, inclusive, de que mais de uma empresa seja escolhida — como foi em 2014 e 2015, quando a Schin dividiu cotas de patrocínio com a Itaipava, do Grupo Petrópolis. “Qualquer cervejaria pode participar do contrato de licitação, mas não é a prefeitura que escolhe a cerveja A ou B. Pelo contrário: é a cerveja A ou B que escolhe a cidade”.Na segunda-feira e anteontem, ambulantes protestaram contra a proibição da venda de cervejas de marcas diferentes da Schin nos circuitos. No entanto, segundo a secretária da Ordem Pública, Rosemma Maluf, os comerciantes que participaram das manifestações são do interior do estado. Apesar de, no Carnaval, somente residentes em Salvador poderem ser licenciados, a secretária acredita que os ambulantes conseguem burlar o sistema usando comprovantes de residência de parentes que moram na capital.“Eles não estavam acostumados, porque sabiam das normas. Essas normas não foram colocadas durante o Carnaval, eles já sabiam. Já é o terceiro Carnaval e o Réveillon também teve exclusividade. Foi um caso pontual, então não podemos generalizar”, disse. De acordo com Rosemma, cerca de quatro mil ambulantes estavam credenciados para a folia. Para o Carnaval de 2017, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) deve fazer uma campanha para orientar os comerciantes informais.