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Alemanha avalia boicote à Copa do Mundo nos EUA após falas de Trump

Dirigente da Federação Alemã diz que risco político é maior que na Guerra Fria e cobra posição da Fifa

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 24 de janeiro de 2026 às 17:47

DFB
DFB Crédito: Shutterstock

A possibilidade de a Alemanha boicotar a Copa do Mundo de 2026 passou a ser discutida publicamente após declarações do vice-presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB), Oke Göttlich. Em entrevista ao jornal Hamburger Morgenpost, o dirigente defendeu um debate amplo sobre a retirada de seleções do torneio, que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.

"Chegou a altura de considerar e debater seriamente a possibilidade de uma retirada em massa do Campeonato do Mundo", afirmou Göttlich, ao comparar o cenário atual aos boicotes olímpicos da Guerra Fria e avaliar que o risco político hoje é ainda maior.

O debate ocorre após ameaças do presidente americano, Donald Trump, de anexar a Groenlândia e impor tarifas a países europeus. O governo alemão declarou que a decisão cabe exclusivamente às entidades esportivas. Segundo a secretária de Estado do Esporte, Christiane Schenderlein, a DFB tem total autonomia para discutir o tema com a Fifa.

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Parlamentares alemães também passaram a se posicionar. Deputados da CDU e do SPD defenderam uma resposta unificada da Europa e afirmaram que um boicote pode ser considerado como último recurso. Pesquisa do instituto INSA indica que 47% dos alemães apoiariam a retirada da Copa caso os Estados Unidos anexem a Groenlândia.

Tags:

Futebol