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'Arame liso'? Bahia está entre os times que menos precisam finalizar para marcar no Brasileirão

Equipe de Rogério Ceni alia bons índices de conversão, mas ainda busca maior regularidade no ataque

  • Foto do(a) author(a) Pedro Carreiro
  • Pedro Carreiro

Publicado em 8 de abril de 2026 às 06:00

Esuqadrão precisa de 8,4 finalizações para marcar no Brasileirão
Esquadrão precisa de 8,4 finalizações para marcar no Brasileirão Crédito: Letícia Martins/ECB

Apesar da derrota, o Bahia apresentou uma atuação dominante diante do Palmeiras. O Tricolor teve 59% de posse de bola, finalizou 19 vezes e cedeu apenas oito chutes ao adversário. Ainda assim, um problema recorrente na equipe comandada por Rogério Ceni voltou a aparecer: o chamado efeito “arame liso”, quando o time cerca o adversário, mas não consegue transformar o volume em perigo real de gol.

Das 19 finalizações contra o Palmeiras, apenas cinco foram na direção do gol e somente uma terminou nas redes. Apesar do baixo aproveitamento ter deixado a impressão de que o time voltou a ser um “arame liso”, os números do Esquadrão na competição indicam um cenário diferente.

Corinthians 1x2 Bahia - 1ª rodada por Rafael Rodrigues/ECB

O tricolor é o sétimo time que precisa de menos chutes para marcar na Série A, com média de 8,4 finalizações por gol. A oscilação fica evidente quando se observa a rodada anterior. Na vitória sobre o Athletico Paranaense, o Bahia foi extremamente eficiente, com sete finalizações, cinco no alvo e três gols marcados, mostrando que também pode ser um time clínico.

“Espero que a gente jogue nos moldes que jogamos contra o Palmeiras e contra o Athletico no último jogo. Claro que cada jogo é um jogo, mas que a gente tenha essa mesma motivação e a mesma qualidade, e que a gente possa acrescentar os gols, mais qualidade em finalizações para que tudo vire gols”, analisou Rogério Ceni.

Mirassol x Bahia - 11ª rodada Série A por Reprodução

Mesmo com bons indicadores, ainda há margem para evolução, como destacado pelo próprio comandante tricolor. Entre os dez primeiros colocados, o Bahia é apenas o sexto em eficiência ofensiva, atrás do Botafogo, que precisa de 5,3 de chutes para marcar, Palmeiras (5,8), São Paulo (7,2), Atlhetico-PR (7,2) e Flamengo (7,4).

Outro fator que impacta os números é o volume de finalizações. O Tricolor tem o 11º melhor ataque da competição, com 13 gols, e soma 110 chutes em nove jogos, média de 12,2 por partida, apenas a 12ª maior da Série A. Para efeito de comparação, o Mirassol Futebol Clube, mesmo na última colocação, já finalizou 142 vezes em nove partidas, com média de 14,2 chutes por jogo, mas balançou as redes apenas 10 vezes.

Em busca de melhorar a criação e a pontaria, o elenco se reapresentou nesta terça-feira (7) no CT Evaristo de Macedo após um dia de folga e iniciou a preparação para enfrentar o Mirassol, no sábado, às 20h30, no estádio Maião, pela 11ª rodada da Série A.

A principal novidade da atividade foi o retorno do zagueiro Kanu, que ficou fora das últimas 12 partidas por conta de uma lesão muscular e voltou a treinar normalmente com o grupo, tornando-se opção para Rogério Ceni. Na sequência da preparação, o elenco volta a trabalhar antes da viagem para o interior paulista, onde tentará aliar desempenho e eficiência para transformar volume de jogo em resultados.

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Bahia