Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Bahia gasta quase o dobro em transferências com reservas do que com o time titular

Esquadrão gastou quase R$ 100 milhões a mais na compra de jogadores que atualmente amargam o banco de reservas

  • Foto do(a) author(a) Alan Pinheiro
  • Alan Pinheiro

Publicado em 29 de abril de 2026 às 20:54

Román Gómez chega ao Bahia
Román Gómez não se firmou como titular do Bahia Crédito: Divulgação

A chegada do Grupo City transformou o panorama financeiro do Bahia de forma irreversível, além de disparar a expectativa dos torcedores com os investimentos realizados no clube. Entretanto, a montagem do elenco atual revela que o Esquadrão gastou quase R$ 100 milhões a mais na compra de jogadores que atualmente amargam o banco de reservas do que com a espinha dorsal de sua equipe titular.

O somatório das taxas pagas pelos atletas considerados reservas chegou a R$ 218,9 milhões. Em contrapartida, os titulares custaram cerca de R$ 123,96 milhões aos cofres tricolores. O mais caro dessa balança entre os suplentes é o meia Rodrigo Nestor. Com sete jogos como titular e 17 no banco, ele exigiu um montante total de R$ 33,1 milhões. O atleta inicialmente custou R$ 9,4 milhões pelo empréstimo, somados a R$ 23,7 milhões na compra junto ao São Paulo.

Rodrigo Nestor - R$ 33,1 milhões por Rafael Rodrigues/EC Bahia

O ranking dos reservas mais caros continua com o zagueiro Luiz Gustavo, que custou R$ 31,6 milhões e atualmente está jogando pela equipe sub-20 do Tricolor. Com apenas dois jogos como titular na temporada, o argentino Mateo Sanabria custou R$ 31,5 milhões. Já o volante Erick, com 10 jogos como titular e 14 no banco, engrossa a conta de investimentos com seus R$ 28,4 milhões.

O "banco de ouro" se completa com valores expressivos gastos em Román Gómez (R$ 16,1 mi), Michel Araújo (R$ 16 mi), Gilberto (R$ 15 mi), Kauê Furquim (R$ 14 mi), Ademir (R$ 13 mi), Kanu (R$ 10 mi), Zé Guilherme (R$ 6,3 mi) e Marcos Victor (R$ 3,9 mi). Iago Borduchi (pré-contrato) e Everaldo (empréstimo) fecham as opções de suplentes sem taxas.

Considerando os jogadores que possuem mais jogos como titulares do que como reservas, o mais caro do elenco atual é o volante Jean Lucas, que custou R$ 30,3 milhões. Ele é seguido de perto pelo zagueiro Ramos Mingo (R$ 27,4 milhões) e por Caio Alexandre (R$ 24,3 milhões). Erick Pulga (R$ 18,8 milhões), Nico Acevedo (R$ 18,16 milhões) e Ronaldo (R$ 5 milhões) ainda entram na lista.

A grande diferença de quase R$ 100 milhões a favor dos reservas acontece porque os pilares do time titular chegaram ao Tricolor sem custos de aquisição em suas contratações. O capitão Éverton Ribeiro, o polivalente Luciano Juba e o centroavante Willian José chegaram livres ao Esquadrão. Os valores totais investidos no goleiro Léo Vieira e no zagueiro David Duarte não foram divulgados, mas não seriam suficientes para mudar o panorama.

A definição de reserva ou titular aplicada neste levantamento baseia-se exclusivamente no número de partidas em que o atleta esteve no banco de suplentes em 2026, independentemente de ter entrado no jogo durante o segundo tempo ou de ter permanecido de fora o tempo todo. Os atletas reservas são aqueles que começaram mais jogos no banco do que como titulares.

Os valores citados englobam unicamente as taxas de transferência diretas pagas para adquirir os direitos econômicos. Ficam estritamente de fora dessa matemática outras variáveis onerosas, como o pagamento de luvas, comissões para empresários ou a folha salarial do clube.