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Pedro Carreiro
Estadão
Publicado em 26 de março de 2026 às 19:34
A derrota por 2x1 para a França, em amistoso disputado em Boston, nos Estados Unidos, deixou péssimas impressões da Seleção Brasileira no principal teste antes da Copa do Mundo. Diante de uma das potências do futebol mundial, o time comandado por Carlo Ancelotti apresentou falhas recorrentes, pouca criatividade e um desempenho abaixo do esperado. >
A dúvida sobre como o Brasil se comportaria contra seleções de alto nível praticamente foi respondida — e de forma negativa. A equipe cometeu erros em momentos decisivos e acabou superada por uma França eficiente, liderada por Kylian Mbappé.>
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O atacante francês abriu o placar com um golaço, ao encobrir Ederson após erro de Casemiro no meio-campo, desarmado por Dembélé. Mesmo com um jogador a menos na reta final, após a expulsão de Upamecano, a França ampliou com Ekitiké, em rápido contra-ataque. O Brasil só conseguiu reagir no fim, com Bremer, que marcou o gol de honra.>
Ofensivamente, a Seleção teve desempenho pobre. Apesar da movimentação de jogadores como Raphinha, Vini Jr e Martinelli, faltou organização, criatividade e poder de decisão. Com quatro atacantes em campo — incluindo Matheus Cunha —, o time não encontrou quem articulasse as jogadas ou ditasse o ritmo da partida. No primeiro tempo, foram cinco finalizações sem acertar o alvo.>
A França, atual campeã mundial de 2018 e vice em 2022, mostrou o contrário: organização, eficiência e aproveitamento das falhas adversárias. Mesmo sem amplo domínio, soube controlar o jogo e explorar os espaços deixados pelo Brasil.>
A atuação de Raphinha e Vini Jr voltou a gerar questionamentos. Destaques em seus clubes, os dois tiveram participação discreta e pouco contribuíram ofensivamente. Raphinha, inclusive, deixou o campo no intervalo após sentir dores. Seu substituto, Luiz Henrique, deu mais dinâmica ao ataque e participou das principais chances brasileiras, incluindo o lance que originou o gol de Bremer.>
A expulsão de Upamecano chegou a dar esperança de reação, mas teve efeito contrário. Com um jogador a mais, o Brasil seguiu desorganizado, abriu espaços e acabou punido em contra-ataque que resultou no segundo gol francês.>
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Na reta final, Ancelotti promoveu mudanças e tentou aumentar o poder ofensivo com a entrada de João Pedro e Igor Thiago, mas a equipe seguiu desordenada. Bremer, improvisado como centroavante, foi quem mais levou perigo, evidenciando ainda mais as dificuldades do setor ofensivo. O empate, no entanto, não veio.>
Com atuação abaixo do esperado e problemas evidentes em diferentes setores, o Brasil encerra o amistoso com mais dúvidas do que respostas. A Seleção ainda terá a chance de reagir na próxima terça-feira (31) às 21h, quando enfrenta a Croácia, em Orlando, no último compromisso desta Data Fifa.>