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Descubra quanto será o salário dos árbitros no Brasil após a profissionalização

Programa da CBF prevê remuneração mensal de até R$ 22 mil, taxas por jogo e regras rígidas contra envolvimento com apostas

  • Foto do(a) author(a) Pedro Carreiro
  • Pedro Carreiro

Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 20:04

O árbitro Ramon Abatti Abel estará no Mundial de Clubes
O árbitro Ramon Abatti Abel  Crédito: Cesar Greco/Palmeiras

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deu início na semana passda ao processo de profissionalização da arbitragem nacional e já definiu os valores que serão pagos aos profissionais selecionados para o novo modelo. Segundo informações publicadas pelo ge, os 72 árbitros, assistentes e árbitros de vídeo escolhidos para o programa aceitaram integralmente as condições contratuais, que terão vigência inicial entre março e dezembro, com início previsto para 1º de março.

Faixa salarial e pagamentos por partida

Ainda de acordo com o ge, o programa “Árbitros PRO” estabelece remuneração mensal fixa que varia de R$ 10 mil a R$ 22 mil, além de taxas por jogo que vão de R$ 2,5 mil a R$ 5,5 mil, conforme a categoria do profissional. Também estão previstos bônus por desempenho. Os valores são distribuídos da seguinte forma:

  • Árbitro central FIFA: R$ 22 mil mensais + R$ 5,5 mil por jogo
  • Árbitro central CBF: R$ 16 mil mensais + R$ 4 mil por jogo
  • Assistentes e VAR FIFA: R$ 13,2 mil mensais + R$ 3,3 mil por jogo
  • Árbitros CBF: R$ 10 mil mensais + R$ 2,5 mil por jogo

O pagamento será realizado até o décimo dia útil do mês seguinte ao trabalhado. Entre os benefícios previstos estão plano de saúde e odontológico com cobertura nacional, além de auxílio-saúde de até R$ 500 mediante comprovação de despesas com academia ou suplementação alimentar.

Final de 1995 entre Santos e Botafogo contou com gols irregulares e anulação de gol legal por Divulgação/Agência Estado

Regras anticorrupção e relação com apostas

O contrato impõe cláusulas rígidas de confidencialidade, válidas durante a vigência e por até dez anos após o encerramento. Em caso de descumprimento, a multa corresponde a dez vezes o valor do salário fixo mensal.

Também há proibição absoluta de envolvimento com apostas esportivas, incluindo participação de sócios ou parentes de primeiro grau. A comprovação ocorre por meio do certificado de exclusão emitido pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

Formato do vínculo e exigências profissionais

O acordo será firmado no modelo de prestação de serviços como pessoa jurídica (PJ), sem vínculo empregatício. Como contrapartida, a CBF promete previsibilidade contratual, critérios objetivos de avaliação e maior segurança jurídica para os árbitros.

Os profissionais deverão atuar com independência, imparcialidade e ética, além de informar eventuais conflitos de interesse. Avaliações físicas e técnicas ocorrerão periodicamente — com intervalo mínimo de 30 dias — e as designações de jogos poderão ser recusadas, embora a entidade destaque a expectativa de prioridade às escalas da própria CBF.

Treinamento, suporte e uso de imagem

A rotina prevista inclui treinamentos físicos e técnicos, acompanhamento psicológico, nutricional e fisioterapêutico, além de capacitação contínua e encontros presenciais. O contrato também autoriza o uso institucional de imagem, voz e dados de monitoramento físico obtidos por GPS e dispositivos vestíveis.

Duração do primeiro contrato e possibilidade de rescisão

O vínculo inicial terá duração de dez meses, sendo encerrado automaticamente ao fim do período, com possibilidade de renovação a critério da CBF. Em caso de término antecipado, está previsto aviso prévio de 30 dias. A rescisão imediata pode ocorrer em situações como:

  • conduta antiética
  • quebra de imparcialidade
  • descumprimento grave de obrigações
  • desempenho técnico insuficiente de forma recorrente
  • recusas frequentes de escala
  • reprovação em dois testes físicos consecutivos (salvo exceções médicas avaliadas pela CBF)