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Gigante do futebol brasileiro entra em recuperação judicial após dívida de R$ 2,5 bilhões

Decisão da Justiça do Rio de Janeiro dá início ao processo de reestruturação financeira da SAF, que enfrenta bloqueios, transfer bans e crise nos bastidores

  • Foto do(a) author(a) Pedro Carreiro
  • Pedro Carreiro

Publicado em 15 de maio de 2026 às 18:58

Torcida do Botafogo
Torcida do Botafogo Crédito: Divulgação

A SAF do Botafogo de Futebol e Regatas teve o pedido de recuperação judicial aceito pela Justiça do Rio de Janeiro e iniciou oficialmente o processo de reestruturação financeira. A decisão foi assinada pelo juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, da 2ª Vara Empresarial, na madrugada desta sexta-feira (15).

De acordo com o processo, o clube possui um passivo total estimado em R$ 2,5 bilhões. Desse valor, cerca de R$ 1,28 bilhão está diretamente incluído na recuperação judicial.

Com a decisão, o Botafogo passa a contar oficialmente com os mecanismos legais de proteção previstos na recuperação judicial, incluindo o chamado “stay period”, que suspende temporariamente cobranças, execuções e bloqueios contra a SAF enquanto o processo estiver em andamento.

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A medida também impede o vencimento antecipado de dívidas e permite que a SAF busque financiamentos específicos para empresas em recuperação, conhecidos como modelo DIP (Debtor-in-Possession), utilizados para garantir a manutenção das operações durante a reorganização financeira.

O pedido havia sido protocolado pela SAF após a obtenção de medidas cautelares no fim de abril. Segundo o clube, a decisão foi tomada diante do agravamento da crise financeira, marcada por restrições de caixa, bloqueios judiciais e punições esportivas, incluindo transfer bans aplicados pela FIFA.

Na petição apresentada à Justiça, o Botafogo afirmou que o cenário financeiro foi agravado por um processo de descapitalização envolvendo a Eagle Football Holdings, empresa ligada ao empresário John Textor e acionista da SAF alvinegra.

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Em nota oficial, o clube declarou que mais de R$ 900 milhões deixaram de retornar ao Botafogo nos últimos meses, ao mesmo tempo em que a SAF teria deixado de receber aportes financeiros considerados essenciais para a manutenção das atividades esportivas e operacionais.

O texto também faz críticas diretas à gestão de John Textor e da Eagle Football, apontando “absoluto descompromisso com a estabilidade financeira e institucional” da SAF.

Outro ponto definido pela Justiça foi a confirmação de Eduardo Iglesias como gestor judicial da SAF. Ele assumiu o cargo após a recusa do ex-presidente Durcesio Mello. Além disso, permanece mantida a suspensão dos direitos políticos da Eagle Football dentro da estrutura administrativa do clube.

Agora, o Botafogo terá até 60 dias para apresentar um plano detalhado de recuperação financeira. Após a publicação da lista oficial de credores, os envolvidos ainda terão prazo para habilitação de créditos no processo.

Dentro de campo, o momento também é turbulento. O clube atravessa uma sequência de eliminações e vive pressão esportiva em meio à crise financeira enfrentada nos bastidores.

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Botafogo