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O quebra-cabeça de Jair Ventura: lesões aumentam no Vitória em meio a calendário sem descansos

Rubro-negro ainda tem oito jogos antes de parada para a Copa do Mundo

  • Foto do(a) author(a) Alan Pinheiro
  • Alan Pinheiro

Publicado em 23 de abril de 2026 às 16:06

Vitória teve 14 desfalques por lesão contra o Flamengo
Vitória teve 14 desfalques por lesão contra o Flamengo Crédito: Victor Ferreira/EC Vitória

Todo treinador de futebol gosta de resolver um quebra-cabeça para montar o seu time. Estudar o adversário, pensar estratégias ou simplesmente ter que decidir entre dois jogadores da mesma posição que estão em alta. No entanto, quando a “dor de cabeça” surge pela escassez, escalar os titulares se torna uma pressão cada vez maior. É esse cenário que vive o técnico do Vitória, Jair Ventura, que precisa lidar com um número cada vez maior de lesões no elenco e um calendário que pouco oferece descanso para o time.

Camutanga, Dudu, Edu, Baralhas, Jamerson, Mateus Silva, Neris, Renato Kayzer, Gabriel Vasconcelos, Riccelli, Rúben Ismael, Claudinho, Andrei e Pedro Henrique. Esses foram os jogadores que passaram longe de serem relacionados para o duelo contra o Flamengo, pela Copa do Brasil, por motivos de lesões. Enquanto uns tem previsão de voltar em breve, outros estão fora da temporada.

Flamengo x Vitória - 5ª fase da Copa do Brasil por Victor Ferreira/EC Vitória

Seis desses 14 nomes eram titulares do time no momento do ano em que se machucaram. A perda de jogadores importantes enfraque o elenco rubro-negro, que terá que ir ao mercado na segunda janela para reforçar a equipe comandada por Jair Ventura. As duas últimas perdas foram justamente os dois jogadores que mais marcaram no tempo em que o atual treinador está à frente do Leão.

“Perdemos Kayzer, que é meu artilheiro nesses sete meses. O outro jogador com mais gols comigo aqui é o Baralhas, que também não jogou hoje. O terceiro é Erick, que perdemos hoje”, disse o treinador. O camisa 33, que está jogando no sacrifício, será reavaliado na volta para Salvador e poderá se tornar mais um desfalque.

Com as ausências aumentando e a janela fechada, a solução encontrada foi rodar o elenco e encontrar alternativas naqueles que já estão na Toca do Leão. “Estamos tendo que oportunizar jovens. Hoje lancei o José Breno no Maracanã. Lawan jogou contra o Palmeiras fora de casa. A gente trata todos iguais para que eles estejam prontos quando tiverem oportunidade. A gente não teve 15 jogadores hoje, e mesmo com tantos desfalques todos se entregaram e saímos daqui vivos. Meu elenco está de parabéns”, destacou Jair Ventura.

Correndo contra o tempo

Outro ponto que justifica e preocupa é o calendário do Leão, que ainda está jogando Campeonato Brasileiro e Copa do Nordeste, além da Copa do Brasil. Com isso, o time quase não tem tempo para descansar. No domingo (26), enfrenta o Athletico-PR fora de casa. Desse jogo até o último compromisso antes da parada para a Copa do Mundo, ainda terão mais sete partidas. Entre esses confrontos, apenas três semanas livres.

O pouco tempo de preparação interfere nas escolhas do que o elenco vai fazer durante a semana. No Vitória, por exemplo, o comandante rubro-negro já disse que o time “não treina mais”. “São jogos de três em três dias. Se a gente treinar vão ser 30 machucados e não vai ter time para jogar. É vídeo, é conversa. Do Corinthians para cá os caras não pisaram no campo. E não estou aqui reclamando de calendário, não, sei que o calendário é assim. Mas é um fato, não tem treino mais. A gente tem que entregar resultados sem treino”, finalizou.

Em 2025, o Rubro-Negro foi uma das equipes mais afetadas da Série A por lesões, acumulando 50 problemas físicos ao longo do ano. Para o Departamento de Saúde e Performance do Vitória, o cenário está dentro dos parâmetros estabelecidos pela literatura científica para o futebol profissional.

“A carga total de exposição (treinos e jogos) apresentou crescimento proporcional ao aumento do número de atletas utilizados, sem gerar impacto negativo relevante nos indicadores de incidência. Além disso, os baixos índices de recidiva observados reforçam a efetividade dos protocolos de reabilitação e dos critérios adotados para o retorno ao jogo (return to play)”, disse o clube.

“No recorte específico das lesões em 2026, foram registrados 12 casos ao longo do primeiro trimestre, distribuídos da seguinte forma: três em janeiro, três em fevereiro e seis no mês de março. Destas, 34 por cento ocorreram por meio de contato direto ou indireto, perdendo a característica de previsibilidade que poderíamos ter sobre qualquer queixa de lesão”, finalizou o relatório do clube, divulgado no dia 31 de março.