Rogério Ceni critica quantidade de jogos do Bahia: 'É pesado até mentalmente'

Técnico explicou as mudanças na escalação no triunfo por 2x0 contra o Jacuipense

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Publicado em 3 de março de 2024 às 20:46

Ratão, Estupiñán e Cicinho comemoram durante jogo contra o Jacuipense, na Fonte Nova
Ratão, Estupiñán e Cicinho comemoram durante jogo contra o Jacuipense, na Fonte Nova Crédito: ARISSOM MARINHO / CORREIO

O Bahia conseguiu se classificar para as semifinais do Campeonato Baiano na primeira colocação, o que garante disputar como mandante o segundo e decisivo jogo da próxima fase, em que terá o Jequié como adversário.

A liderança foi assegurada na tarde deste domingo (3), quando o Esquadrão venceu o Jacuipense, por 2x0, na Fonte Nova, com um time alternativo. Marcos Felipe, Kanu, Thaciano e Everton Ribeiro não foram relacionados. Jean Lucas e Cauly ficaram entre as opções no banco, mas não entraram em campo.

Em entrevista coletiva concedida após o jogo, o técnico Rogério Ceni explicou as mudanças na escalação.

“Faço as mudanças para tentar sobreviver. Hoje, o Everton estava com um incômodo leve, acredito que amanhã ele já treina normalmente. Alguns ficaram fora da relação porque vinham de uma sequência pesada de jogos. A gente entendeu que com essa escalação era possível vencer o jogo. Demos 45 minutos para o Caio (Alexandre), e demos mais minutos para alguns garotos. Isso vale para a gente fazer uma análise para o Brasileiro”, afirmou o treinador.

O placar foi construído ainda no primeiro tempo, com gols de Rafael Ratão e Biel, que marcou pela primeira vez na temporada. O atacante ganhou elogios do comandante tricolor.

“Em matéria de criatividade, Biel é um jogador com boa técnica e domínio. Não tem aceleração do camisa 10, como Cauly, mas ele tenta. Hoje jogou e fez bem a função. Teve lucidez, criou jogadas, fez gol. Fico feliz por ele. Já tinha ajudado com assistências, mas é bom para ele pegar confiança. É um jogador importante para a gente", pontuou.

Rogério Ceni também destacou a atuação de um outro atleta, o lateral direito Cicinho, que foi escalado mais uma vez na lateral esquerda e deu a assistência para Rafael Ratão abrir o placar na Fonte Nova.

“Cicinho foi bem na esquerda mais uma vez, depois foi para o lugar do Yago no meio. Fez a ponta do tripé, foi como volante também para quebrar galho. O jogador que se entrega muito, o torcedor normalmente vai comprar, vai apoiar. Ele é muito competitivo. Acho que o torcedor fica feliz. Ele tem como principal qualidade a recomposição, a parte física dele está muito melhor esse ano. Todo grupo sempre tem aquele cara que é escolhido como o da vez que está mal, alguém que o torcedor pega no pé. Cicinho era ano passado, esse ano daqui a pouco escolhem outro”, disse.

Antes de enfrentar o Jequié no primeiro duelo da semifinal do estadual, o Bahia vai entrar em campo pela Copa do Nordeste. Na quarta-feira (6), às 21h30, visita o Ceará, no estádio Castelão, em Fortaleza.

Rogério Ceni criticou a quantidade de jogos do calendário. “É muito jogo, sabe? De três em três dias é pesado até mentalmente. Tem o desgaste mental, a pressão é muito grande. Isso cansa também. Não só a parte física, as viagens. A parte física pega, está muito quente. Isso desgasta bastante", disse.

O Bahia está disputando três competições ao mesmo tempo. Além do Campeonato Baiano e da Copa do Nordeste, o tricolor avançou à segunda fase da Copa do Brasil.

"Jequié, Ceará, aí depois tem clássico outra vez, e querem que eu jogue com todo mundo no clássico. Tem que jogar com todo mundo sempre e tem que ganhar sempre. Vamos ver o que conseguimos fazer. Acho que a Copa do Brasil vai ser o maior desafio. Mas vamos tentar chegar na final do Baiano e manter boa pontuação no Nordestão. Mas repito, é muito jogo", frisou Rogério Ceni.