INTERNACIONAL

Uefa promete punir jogadores que intimidem árbitros em partidas da Eurocopa

Competição será disputada na Alemanha entre 14 de junho e 14 de julho

  • Foto do(a) author(a) Estadão
  • Estadão

Publicado em 9 de abril de 2024 às 12:23

UEFA se compromete a punir atletas que intimidarem árbitros nos jogos da Eurocopa
UEFA se compromete a punir atletas que intimidarem árbitros nos jogos da Eurocopa Crédito: Divulgação UEFA

Em reunião com treinadores da Eurocopa deste ano, a Uefa prometeu nesta terça-feira (9) reprimir e punir jogadores que tentem intimidar ou cercar árbitros e assistentes durante os jogos da competição a ser disputada na Alemanha entre 14 de junho e 14 de julho.

"O comportamento inaceitável dos jogadores é um problema para os árbitros", disse Roberto Rosetti, diretor de arbitragem da Uefa, em encontro com os 24 técnicos das seleções classificadas para a Euro. "Os jogadores estão seguindo vocês (treinadores) e, se vocês estão calmos, seus jogadores ficam mais calmos."

Rosetti pediu ajuda aos técnicos para que os atletas mostrem mais respeito pela arbitragem. A Uefa está preocupada com jogadas mais violentas e muitas paradas ao longo das partidas para marcação de faltas, o que prejudicaria a qualidade do espetáculo.

"Queremos evitar cartões desnecessários e proteger a imagem do jogo. Assim, seremos rígidos contra jogadores que tentam cercar árbitros. Isto é sobre proteger a imagem do jogo, deixando uma legado positivo para as futuras gerações. Precisamos fazer algo e precisamos de vocês porque vocês são super importantes para nós", declarou Rosetti, que apitou a final da Eurocopa de 2008, em que a Espanha superou a Alemanha por 1 a 0.

A Uefa também informou que tomará em breve uma decisão sobre se permitirá que as equipes escolham 26 jogadores em vez dos 23 habituais para o torneio. A ideia de contar com elencos maiores foi aplicada na Euro de 2021, em razão dos cuidados com a pandemia de covid-19. O objetivo era repor com rapidez jogadores, que apresentassem sintomas da doença.

No mês passado, o técnico da Holanda, Ronald Koeman, defendeu o retorno às delegações de 26 jogadores porque "você tem que lidar com mais lesões hoje em dia". Nesta semana, o treinador da Alemanha, Julian Nagelsmann, discordou. A Uefa disse que não houve consenso entre os treinadores na reunião. "A Uefa está ciente das diversas opiniões e pontos de vista compartilhados, com uma decisão final a ser tomada nas próximas semanas."