Aos 22 anos, Bruna Viola investe em sertanejo de raiz

Terceiro álbum de Bruna e primeiro por uma grande gravadora, Sem Fronteiras apresenta uma artista sertaneja acima da média

Publicado em 31 de outubro de 2015 às 08:31

- Atualizado há 10 meses

Gravada pelo mito roqueiro Raul Seixas (1945-1989) no álbum Abre-te Sésamo (1980), Minha Viola é uma das boas surpresas do álbum Sem Fronteiras (Universal Music), da cantora e instrumentista mato-grossense Bruna Viola, 22 anos.

Composta pelo pai do ídolo baiano, Raul Varella Seixas, a música foi descoberta pela mãe de Bruna na internet. “Achamos linda. Um ícone da música brasileira, como Raul, falando sobre viola, eu tinha que gravar”, conta a artista, já aguardando possíveis pedidos de “Toca Raul!” em seus shows.A cuiabana Bruna Viola, 22 anos, gosta da viola caipira e resgata uma canção de Raul Seixas(Foto: Hélio Neto/Divulgação)Terceiro álbum de Bruna e  primeiro por uma grande gravadora, Sem Fronteiras apresenta uma artista sertaneja acima da média. Além de talentosa, ela foge do estilo universitário sertanejo que predomina hoje no mercado.Não por acaso, Bruna cita Inezita Barroso (1925-2015) como sua maior inspiração. A cantora ouvia dona Inezita, assim como Tião Carreiro (1934-1993), com o bisavô em Cuiabá.

Embora o repertório tenha boas baladas no estilo pop rural, como Espero Mais e Olhos Puxados, o que predomina no disco faz justiça ao sobrenome Viola: é sertanejo de raiz, moda de viola, incluindo a vibrante e instrumental faixa-título.

Bruna estudou veterinária antes de abraçar totalmente a música como profissão e chamou a atenção primeiro no YouTube, em 2013, com o videoclipe da animada No Ponteio da Viola. O vídeo já ultrapassou 1 milhão e 200 mil visualizações.

Criando uma grande empatia com os fãs, Bruna costuma receber músicas escritas por seus admiradores, como a mineira Fernanda Calazans, que assina duas canções do álbum: Derramando Saudade e Melodias do Sertão.

A segunda fala sobre a vida interiorana, de casas simples, com fogo de lenha e cavalos bons de sela. “São coisas caipiras que despertam o interesse dos fãs do sertanejo universitário que estão se voltando para a música de raiz. Aos poucos, a moda de viola vai ganhando mais espaço entre eles”, diz Bruna, que conheceu Fernanda em um show.