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Joia da música do Pará, Dona Onete apresenta novo álbum e faz turnê nos EUA

Paraense começou a compor desde criança e hoje tem mais de 300 criações gravadas, inclusive por Gaby Amarantos

  • Foto do(a) author(a) Roberto  Midlej
  • Roberto Midlej

Publicado em 15 de agosto de 2016 às 13:21

 - Atualizado há 3 anos

O primeiro disco de Dona Onete foi gravado quando ela já tinha 73 anos, em 2012. Mas em apenas quatro anos de música, a paraense já conseguiu um reconhecimento que muita gente com décadas de carreira não consegue. Além de ter sido muito bem recebida no Brasil, Dona Onete já levou sua música para França, Portugal e Inglaterra. Agora, se prepara para, em setembro, ir aos Estados Unidos, onde fará cinco shows, em Cleveland, Chicago, Albuquerque e Nova York. “Não conhecia nenhum desses lugares e foi a música que me levou até todos eles”, conta."Tenho também umas coisas de protesto, mas muito de leve porque não tomo briga com ninguém", diz Dona Onete sobre os temas de suas composições (Foto: Divulgação)Os americanos vão ter a sorte de escutar, ao vivo, em setembro, as canções do segundo álbum de Dona Onete, Banzeiro (Ná Music/Natura), em que ela retorna ao carimbó “chamegado”, variação do tradicional ritmo paraense. “É um carimbó com suingue caboclo, que se mistura com os ritmos do interior”, explica a ex-professora de história e ex-secretária de cultura de Igarapé-Miri, no Pará.As 12 canções de Banzeiro (termo que se refere à onda provocada pelos barcos que navegam na Amazônia) são de Dona Onete e incluem até alguns boleros. A paraense diz que começou a compor desde criança e hoje tem mais de 300 criações, já gravadas por conterrâneos de Dona Onete, como Gaby Amarantos, que já cantou Mestiça, e Fafá de Belém, que gravou a canção Pedra Sem Valor no disco Do Tamanho Certo Para Meu Sorriso, lançado no ano passado. ProtestoAlém de falar de amor em suas músicas, Dona Onete diz que também gosta de abordar, em algumas músicas, temas sociais: “Tenho também umas coisas de protesto, mas muito de leve porque não tomo briga com ninguém. E gosto de dar uns aconselhamentos, afinal tenho 77 anos e posso dizer umas coisas às pessoas mais jovens, né?”.Essa habilidade para aconselhar os mais novos vem desde os tempos de sala de aula, quando ensinava numa escola estadual em Igarapé-Miri. “Eu trabalhava com jovens que professor nenhum dava conta. E eu dizia pra mim mesma: ‘Não vou enfrentar diabinhos. Vou enfrentar pessoas’. E assim conseguia me relacionar muito bem com eles”, lembra-se Dona Onete.Nos dias 7, 8 e 9 de outubro, a cantora se apresenta em Salvador, na Caixa Cultural. Antes de partir para a turnê em território americano, Dona Onete canta no Rio, na Praça Mauá, nesta quinta-feira, em evento que integra a programação dos Jogos Olímpicos. Os conterrâneos Felipe Cordeiro e Fafá de Belém são os convidados dela. E ainda tem mais: em breve, sai um DVD da rainha do carimbó chamegado, incluindo entrevista com a revelação septuagenária.