90 DIAS

Advogado suspeito de agredir ex no Costa Azul tem carteira da OAB suspensa

Roberto João Starteri Sampaio Filho ficará três meses afastado das atividades profissionais

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Publicado em 16 de maio de 2024 às 13:22

Roberto João Starteri Sampaio Filho teve a prisão preventiva decretada nesta segunda-feira (26)
Roberto João Starteri Sampaio Filho Crédito: Reprodução

O advogado Roberto João Starteri Sampaio Filho, de 47 anos, teve a Carteira de Identidade profissional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspensa. O homem é suspeito de agredir a ex-namorada no bairro Costa Azul, em Salvador, em fevereiro deste ano. A suspensão foi decretada na última sexta-feira (10). A suspensão preventiva terá duração de 90 dias (três meses).

O caso aconteceu em um sábado, dia 24 de fevereiro, na Rua Coronel Durval Mattos. Segundo informações da Polícia Militar, equipes da 9ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) realizavam patrulhamento nesta rua, quando ouviram uma mulher que conduzia um carro gritar por socorro. Os policiais seguiram o veículo, e o homem, que estava do lado do carona, tentou fugir, mas acabou sendo alcançado. Segundo a PM, com ele, foram encontrados uma arma de fogo com dois carregadores e 19 munições de calibre 380.

Nos depoimentos da vítima, foi relatado que os dois iniciaram uma discussão verbal, enquanto a mulher dirigia, que culminou em agressões físicas. No meio da confusão, o suposto autor puxou o freio de mão do carro, levando o veículo a girar na pista e colidir com outro carro.

Dois dias após o ocorrido, a Justiça decretou a prisão preventiva do advogado. Roberto teve a prisão preventiva revogada e passou a usar uma tornozeleira eletrônica monitorada pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), por decisão da 4ª Vara de Violência Doméstica. Outras medidas determinadas pela Justiça incluíam a proibição dele se aproximar ou tentar se comunicar com a vítima.

Além da acusação de agressão, o advogado foi acusado de homicídio pela morte do publicitário Daniel Prata, em 2014. Daniel morreu após ter o carro atingido por Starteri, com suspeita de embriaguez. Ele chegou a ser preso, mas foi solto alguns dias depois.

Quatro anos depois, ele foi detido em uma blitz de alcoolemia. Ele foi abordado por agentes da Transalvador e se recusou a fazer o teste de bafômetro.