SAÚDE

Após seis anos, Bahia volta a registrar morte por malária

Últimos casos aconteceram durante surto da doença em Wenceslau Guimarães em 2018

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Publicado em 17 de maio de 2024 às 17:31

Mosquito-prego que transmite parasita responsável pela malária
Mosquito-prego que transmite parasita responsável pela malária Crédito: Prefeitura de Caraguatatuba

A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) registrou uma nova morte por malária no estado. De acordo com a pasta, o caso é considerado importado, pois a pessoa não residia na Bahia e o provável local de infecção foi fora do estado.

O registro foi feito no último domingo (12).

O último registro de mortes por malária, havia ocorrido em 2018, durante um surto da doença em Wenceslau Guimarães, no baixo sul da Bahia, quando dois óbitos foram computados. As vítimas foram uma mulher de 31 anos e um homem de 33. Na época, a doença se espalhou depois que um homem, que morava no Pará, na região Norte do Brasil, estava contaminado e passou o final de ano na cidade.

A doença

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a malária é uma doença infecciosa, febril, aguda e potencialmente grave. Ela é causada pelo parasita do gênero Plasmodium, transmitido ao homem, na maioria das vezes, pela picada de mosquito do gênero Anopheles infectado, também conhecido como mosquito-prego.

A doença, entretanto, também pode ser transmitida pelo compartilhamento de seringas, por transfusão de sangue ou da mãe para o feto durante a gravidez.

Após a picada do mosquito transmissor, o parasita permanece incubado no corpo do indivíduo infectado por pelo menos uma semana. A seguir, surge um quadro clínico variável, que inclui calafrios, febre alta, sudorese e dor de cabeça. Podem ocorrer também dor muscular, taquicardia, aumento do baço e, por vezes, delírios.

Tratamento

O tratamento da malária visa a eliminar o mais rapidamente possível o parasita da corrente sanguínea do paciente e deve ser iniciado o mais rapidamente possível. O tratamento imediato com medicamento antimalárico – até 24h após o início da febre – é considerado fundamental para prevenir complicações.

*Com informações da Agência Brasil