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Maysa Polcri
Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 19:13
Dos sete casos notificados como suspeitos de Mpox na Bahia neste ano, seis foram descartados e apenas um foi confirmado. A informação foi divulgada pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) nesta sexta-feira (20).>
Segundo a pasta, o caso de uma mulher atendida em Vitória da Conquista, no sudoeste do estado, anteriormente registrado como suspeito de Mpox, teve diagnóstico confirmado para varicela. Outros seis casos suspeitos também foram descartados. >
A mulher, com idade entre 30 e 39 anos, que reside em outro município da região, deu entrada no Hospital Geral de Vitória da Conquista no dia 5 de fevereiro apresentando quadro de lesões cutâneas vesiculares e crostas. Ela esteve em isolamento e apresentou boa resposta ao tratamento.>
Na quinta-feira (19), a Secretaria Municipal de Vitória da Conquista confirmou, em nota, que o diagnóstico da doença foi confirmado por investigação clínica e exames laboratoriais, o que, agora, é negado pela Sesab. A pasta municipal disse ainda que a paciente também testou positivo para catapora. >
Mpox pode causar lesões na pele, pneumonia, confusão mental e infecção nos olhos
A confirmação de Mpox no estado é de um caso envolvendo homem oriundo de Osasco, em São Paulo. Trata-se de um caso importado, pois o paciente já chegou no estado com sintomas e apontou São Paulo como provável local de contaminação. >
O Estado da Bahia solicitou ao Ministério da Saúde a retificação do estado de notificação para São Paulo, permanecendo na Bahia o registro do atendimento assistencial realizado em Salvador.>
Ao menos 47 casos de Mpox já foram registrados no Brasil, de acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Saúde ao Valor Econômico na quinta-feira(19). Nesta conta, estão incluídos 41 casos confirmados em São Paulo, três casos no Rio de Janeiro, um no Distrito Federal, um em Rondônia, e um em Santa Catarina. >
O dado não incluiu, a atualização de casos em São Paulo, que já chega a 44, de acordo com o painel de monitoramento do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (Nies), e o caso confirmado no Rio Grande do Sul, na cidade de Porto Alegre, divulgado pela Vigilância Epidemiológica de Porto Alegre na última terça-feira (17).>
Chamada inicialmente de varíola dos macacos após primatas apresentarem lesões parecidas às da varíola humana, em 1958, a Monkeypox teve seu primeiro caso em humanos registrado em 1970, na República Democrática do Congo. Em 2022, uma variante se disseminou rapidamente no mundo. Ela chegou a mais de 100 países, incluindo o Brasil e partes da Europa e da Ásia.>
A doença é causada por um vírus similar ao da varíola humana e causa lesões bolhosas na pele, formando uma crosta que depois cai. Os sintomas da Mpox desaparecem sozinhos em poucas semanas na maioria dos casos, de acordo com informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). No entanto, a entidade alerta que, em algumas pessoas, a doença pode provocar complicações de saúde e até mesmo a morte. >
Recém-nascidos, crianças e pessoas com outras condições que baixam a imunidade correm risco de ter sintomas mais graves. Ainda segundo a fundação, entre as complicações graves estão as infecções de pele, pneumonia, confusão mental e infecção nos olhos que pode levar à perda da visão. >
O principal meio de transmissão é através do contato direto com as lesões. Mas também pode ser transmitida por gotículas, ao falar ou respirar, e pelo contato com roupas de cama ou objetos de uso pessoal. A transmissão só deixa de acontecer quando todas as lesões de pele estão completamente cicatrizadas. O tempo de incubação - período entre o vírus entrar no organismo e os sintomas aparecerem - pode chegar a 21 dias.>