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Maysa Polcri
Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 14:44
Ex-ministro da Integração Nacional e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PSDB) classificou como "caricatura" do PT a promessa de construção da ponte Salvador-Itaparica, que se arrasta há mais de 16 anos. O comentário foi feito durante coletiva de imprensa em Irecê, onde ocorreu o “SOS Bahia: Caminhos para transformar a realidade do semiárido baiano", na quinta-feira (5). >
O encontro foi promovido pela Fundação Índigo, liderada pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), e contou com a presença do ex-governador da Bahia Paulo Souto. Em conversa com a imprensa, Ciro Gomes criticou os governos do PT no estado, especialmente a promessa da ponte. >
"Uma esclerose múltipla tomou conta do poder político na Bahia. É um abuso de poder. Brigam violentamente entre si, mas se juntam para conservar o poder, sem projeto, sem estratégia e sem compromisso, renovando promessas. A ponte de Itaparica talvez seja a caricatura maior [disso]", falou Ciro Gomes. "Desde que eu me entendo por gente, essa gente do PT promete a ponte de Itaparica", acrescentou o ex-ministro. >
Edição do SOS Bahia debate seca durante evento em Irecê
Em 2009, o então governador Jaques Wagner (PT) informou que entregaria à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o projeto para a construção da ponte que ligaria Salvador à Ilha de Itaparica. Agora, a expectativa é que as obras tenham início em junho de 2026. No ano passado, o governo oficializou a criação da Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador-Itaparica, com 33 novos cargos e custo estimado de R$ 1,4 milhão em apenas três meses.>
Durante o evento, Ciro Gomes ainda destacou o papel de ACM Neto, pré-candidato ao governo da Bahia. "Posso eventualmente ser [candidato] se eu entender que essa tarefa envolve a minha responsabilidade com o Brasil e com o Ceará. Estou nessa fase de ouvir as pessoas e ter clareza. Por isso que eu estou aqui. Acho que Neto é um sopro de modernidade, competência e seriedade", disse. >
O evento “SOS Bahia: Caminhos para transformar a realidade do semiárido baiano" debateu um dos temas que mais preocupam a população baiana: a seca. No ano passado, cerca de 2 milhões de pessoas foram afetadas pela estiagem, segundo dados da Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec). >
Para ACM Neto, os governos do PT na Bahia não adotam medidas efetivas para reduzir os impactos severos provocados pela seca. “85% do território baiano é no semiárido. Metade da população baiana vive no semiárido. Quando a gente olha, em 20 anos de governos do PT, não houve o início nem a conclusão de uma grande obra para reforçar a segurança hídrica em todo o semiárido do nosso estado. Não há uma barragem que tenha começado e concluída no governo do PT no seminário", declarou. >
Por causa da seca, em abril do ano passado, mais de 70 municípios baianos chegaram a ter a situação de emergência por estiagem reconhecida pelo governo federal. Os dados são do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). São consideradas em estiagem as localidades acometidas por um período prolongado de baixa ou nenhuma pluviosidade, em que a perda de umidade do solo é superior à sua reposição.>