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Julgamento de acusado de matar jovem de 19 anos estrangulada em Simões Filho é adiado novamente

Advogado do réu forneceu atestado médico e não compareceu após extração de dente

  • D
  • Da Redação

Publicado em 11 de setembro de 2023 às 11:06

Stephanie Silva Santos de Souza
Stephanie Silva Santos de Souza Crédito: Reprodução

O júri popular de Helder Andrade Santos, acusado de matar a jovem Stephanie Silva Santos de Souza, de 19 anos, que seria nesta segunda-feira (11), no Fórum de Simões Filho, foi adiado para o dia 9 de outubro. O adiamento aconteceu depois que o advogado que representa o réu, Antônio Pereira dos Santos, não compareceu ao local do julgamento, depois de juntar ao processo um atestado médico de quatro dias por conta de uma extração de dente feita na sexta (8).

De acordo com informações de Matheus Biset, sócio do escritório Gamil Föppel Advogados Associados, que representa a família da vítima, o juiz Murilo de Castro Oliveira tentou contato telefônico com o advogado do réu, sem sucesso.

Em despacho, o juiz remarcou o júri  e intimou o réu a constituir mais um advogado, para não haver risco de nova remarcação. “Considerando que o réu encontra-se preso e que é a segunda vez que seu defensor constituído solicita adiamento na véspera da sessão plenária, redesigno a sessão do júri para os dias 09 de outubro de 2023, às 09:00 horas. Em tempo, intime-se o réu para que constitua mais um patrono, no prazo de 5 dias, a fim de que não haja risco de pedido de nova remarcação, constando do mandado que será nomeada a Defensora Pública em caso de silêncio”, diz o texto.

O advogado da família diz que ficou surpreso com o ocorrido. “Lamentamos que, mais uma vez, o Júri tenha sido adiado a pedido da defesa do réu. Esperamos que não sejamos mais surpreendidos com novo adiamento, já que o assassinato de Stephanie aconteceu há mais de 5 anos e esse caso precisa ser solucionado pra que a justiça seja feita”, diz Biset.

Relembre

Stephanie era estudante do 1º ano do Colégio Estadual Desembargador Pedro Ribeiro, em São Caetano, bairro onde morava, e desapareceu a poucos metros de casa. O corpo foi encontrado no dia seguinte, em Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador, com sinais de estrangulamento.

Na época da prisão de Helder, o delegado Leandro Acácio, da 22ª Delegacia (Simões Filho), disse que desde que assumiu a unidade o caso era uma das suas prioridades. Ele contou que os métodos tradicionais já tinham se esgotado, sem resultado. "Porque o fato foi praticado em local totalmente deserto. Não tinha testemunha. A gente teve que adotar outros tipos de método de investigação", diz ele.

"Conheceu a família quando era motorista de ônibus, depois deixou e passou a rodar transporte por aplicativo. E fazia serviço particular para família, não só para essa família, mas todo mundo que precisava de transporte. Combinavam com ele quando precisavam. Num desses encontros que ele começou a despertar interesse pela menina. Ela não queria", relata o delegado.

A partir daí, o suspeito passou a tentar ficar sempre próximo de Stephanie."Ele criou uma obsessão pela menina. Passou a ajudá-la, de certa forma, com alguns valores. Quando ele viu que não seria correspondido... Ele tentava agradar, agradar, agradar. Quando viu que ela não queria ceder de jeito nenhum, ficou com raiva e resolveu matá-la", diz.O delegado o chamou para depor inicialmente como testemunha, mas diz que durante o depoimento o homem entrou em contradições. "Quando confrontei com alguns dados que eu tinha, ele mentiu. Ali eu já vi.. Acendeu o sinal".

Assim que o mandado de prisão foi expedido, a Polícia Civil procurou o suspeito em casa e soube que ele estava trabalhando. Foram então ao trabalho dele, que fica na cidade, para tentar prendê-lo.

Quando foi informado que a polícia queria falar com ele, o homem foi para o estacionamento e fugiu. Ainda chegou a jogar o carro na direção da equipe policial que sinalizou para ele parar. "Jogou e desviou ao mesmo tempo e saiu em disparada, em alta velocidade".

As tentativas para prendê-lo continuaram. "A gente foi diversas vezes na residência dele, no trabalho, ele ficou oito dias sem conseguir trabalhar. E a gente todo dia indo lá. Até então ele não sabia que estava com esse mandado", explica. Depois dessas várias tentativas, o delegado resolveu deixar uma intimação com a mãe do suspeito, tentando sensibilizar para que ele comparecesse. O suspeito acabou se entregando e foi preso.

Confissão

Depois de ser preso, o homem confessou o crime, mas alegou outra motivação para a violência, que o delegado considera mentirosa."Ele confessou que fez, mas mentiu com relação ao motivo. Tentando difamar, disse que tinha emprestado dinheiro a ela, que ela não pagou. Que ele foi cobrar, entraram em discussão e ela foi para cima dele. E ele em um momento de fúria acabou estrangulando ela".Como conhecia a vítima, o suspeito nem precisou armar uma emboscada para sair com ela. "Não precisou de muito artifício porque se conheciam. Como ele estava naquela de agradá-la, foi mais um dia. Ele marcou com ela. Eles saíram de São Caetano e de lá ele acabou cometendo esse ato e jogando o corpo dela no CIA".