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Bruno Wendel
Publicado em 9 de março de 2025 às 14:30
A peça, considerada chave para chegar aos assassinos do policial civil Marcus Vinicius Peixoto Carrete, morto a tiros no bairro de Stella Maris no sábado (08), foi uma mulher, motorista por aplicativo. Ela foi presa logo após transportar para o local e ainda dar fuga aos comparsas no Renault Logan branco, abandonado ainda na cena do crime. >
Após analisar imagens das câmeras no entorno da praça, da Alameda Praia de Guarapari, policiais civis localizaram o carro usado no crime, ainda em Stella Maris. Abordada, a mulher entrou em contradição. Disse que a corrida para o local foi acionada através do aplicativo, o que posteriormente foi constatado que um dos comparsas ligou para ela, pedindo a corrida e ainda mostrando que já a conhecia. >
Com base nas informações, a polícia chegou até o autor do disparo em Vida Nova, em Lauro de Freitas. Ele reagiu e acabou morto. Informação ainda não confirmada dá conta de que o outro envolvido no episódio, identificado como Stevão, também morreu confronto com os agentes. Ele seria a pessoa que estava monitorando os passos do investigador, confundido por um traficante. Flamenguista, Marcus Vinicius assistiu num quiosque à partida Flamengo e Vasco. >
A Polícia Civil emitiu uma nota informando que "até agora as investigações revelaram que o policial civil foi morto porque teria sido confundido com um homem que seria o alvo dos criminosos. Integrando nossa instituição desde abril de 2024 e natural do Rio de Janeiro, Carrete exerceu sua função com bravura, dedicação e compromisso com a segurança pública. Neste momento de dor, a Polícia Civil da Bahia se solidariza com os familiares, amigos e colegas de trabalho, desejando força para enfrentar essa irreparável perda", diz o documento. >
Marcus Vinicius era lotado no Serviço Aeropolicial (SAER), vinculado à Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core). >