Prisão de motorista de Uber acusado de extorsão é convertida para preventiva

Ele teria conseguido R$ 50 mil sequestrando vítimas em Salvador e ameaçando levar para Feira

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  • Da Redação

Publicado em 16 de novembro de 2023 às 13:23

A prisão de  Jonatas dos Reis Oliveira, motorista por aplicativo acusado de sequestro, foi convertida de temporária para preventiva, em audiência nesta quinta-feira (16). Já José Lucas Souza Mora, dono do carro usado por Jonatas e titular do PIx envolvido nas transações, teve a prisão temporária mantida. A prisão preventiva não tem prazo para o fim, mas tem uma revisão a cada 90 dias. A prisão temporária tem prazo de cinco dias, podendo ser prorrogada. 

Jonatas é apontado pela Polícia Civil como suspeito por seis sequestros e extorsões em Salvador, com sete vítimas. Ele assume apenas um caso, segundo sua defesa. Preso na semana passada, ele conseguiu faturar mais de R$ 50 mil com os crimes. 

"As investigações estão bem avançadas, até porque já temos toda a qualificação dele. Ele tem algumas passagens em delegacias, inclusive por roubo. Já fizemos contato com a Justiça para conseguir o mandado de prisão. Iremos prendê-lo em breve. Ou, caso ele prefira, que ele se entregue na delegacia", disse a delegada Maritta Souza na época da prisão. 

Já José Lucas foi preso no final de semana em Feira de Santana. A investigação aponta que ele é dono do carro usado e também era uma das pessoas que recebia as transferências feitas via Pix pelas vítimas.

Como acontecia o crime

As vítimas solicitavam a corrida via aplicativo. Ao entrar no veículo do motorista, o assalto era anunciado. "Ele rodava por 30 minutos com as mulheres, sempre solicitando transferências via Pix. O suspeito também ameaçava levar as vítimas para Feira de Santana, onde teria um cativeiro", revelou a delegada.

As transferências bancárias eram feitas tanto para contas do próprio motorista quanto de terceiros. "Chegamos a contatar uma das donas das contas que receberam a quantia. Ela informou que não sabia do que se tratava. Deve ser um caso de 'conta fantasma', onde bandidos usam dados de terceiros para o cadastro bancário", explicou.

Quando o caso foi denunciado, a Uber divulgou nota lamentando o episódio. "A Uber lamenta que cidadãos que desejam apenas se deslocar sejam vítimas da violência que permeia nossa sociedade. Esperamos que as autoridades possam identificar e responsabilizar o autor dos atos criminosos. A empresa permanece à disposição para auxiliar no curso das investigações, nos termos da lei. A conta do motorista parceiro utilizada foi temporariamente desativada assim que a empresa tomou conhecimento do episódio", diz.