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Maysa Polcri
Publicado em 20 de maio de 2026 às 06:15
Os professores das quatro universidades estaduais baianas paralisam as atividades das instituições nesta quarta-feira (20). A iniciativa é uma forma de protesto à falta de diálogo com o governo da Bahia. A categoria afirma que não é recebida para negociações há quase dez meses. >
A paralisação atinge a Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). >
Entre os principais pontos afetados pela ausência de negociações, segundo a categoria, estão: regularização dos adicionais de insalubridade; pagamento dos anuênios retroativos; recomposição de direitos afetados pela reforma da previdência estadual, revisão no reajuste abusivo do Planserv, assim como a melhoria da cobertura e dos atendimentos abrangidos pelo plano.>
O movimento também cobra maior financiamento para as universidades com a destinação mínima de 7% da receita líquida de impostos para as instituições. Além disso, com base em dados dos Relatórios e Balanços da Secretaria da Fazenda da Bahia, divulgados pela categoria, entre os anos de 2020 a 2024, as instituições perderam mais de R$1,26 bilhão, por conta de cortes nos recursos previstos.>
Segundo os professores, em janeiro do ano passado, durante audiência pública, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) se comprometeu a manter um calendário permanente de reuniões com a categoria. A partir de julho, no entanto, o trato deixou de ser cumprido. A última reunião entre o movimento docente e o governo ocorreu em 29 de julho de 2025. >
Em dezembro do ano passado, o Fórum das ADs, que reúne as quatro instituições, entregou ao governador ofícios cobrando a reabertura da mesa de negociação. As requisições foram realizadas durante eventos públicos em Ilhéus, na celebração dos 34 anos da estadualização da Uesc, e em Feira de Santana, durante a inauguração do Teatro da Uefs. >
A paralisação integra uma escalada de mobilizações construída pelo movimento docente nos últimos meses, incluindo a campanha: “9 meses de vazio e silêncio”, realizada em abril por meio de outdoors e busdoors em diferentes cidades da Bahia. >