Rui Costa se queixou de diretor da PF no governo Lula, diz site

Ministro expressou descontentamento a membros das administrações Flávio Dino e Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça sobre as investigações relacionadas ao caso dos respiradores

  • Foto do(a) author(a) Da Redação
  • Da Redação

Publicado em 3 de abril de 2024 às 18:42

Rui Costa foi convocado por CPI
Ministro da Casa Civil, Rui Costa Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Citado na delação premiada da empresária Cristiana Taddeo, o ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa (PT), vem se queixando desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do inquérito aberto em 2020 pela Polícia Federal contra ele, segundo o colunista Guilherme Amado, do portal Metrópole.

De acordo com o colunista, Rui Costa já expressou descontentamento a membros das administrações Flávio Dino e Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça sobre as investigações relacionadas ao caso dos respiradores, que remonta ao período em que ele era governador da Bahia e presidente do Consórcio Nordeste.

Ainda conforme o jornalista, o chefe da Casa Civil de Lula se irritou especialmente com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por considerar que ele não vinha tratando com a devida atenção o inquérito, que corre na Superintendência da PF na Bahia, e que o ministro considera injusto contra si.

Além disso, no contexto do conflito entre a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), subordinada a Costa, e a PF, o ministro tentou minar Andrei Rodrigues perante Lula. Assessores do Palácio do Planalto interpretaram esse movimento como relacionado ao inquérito dos respiradores, mais do que ao conflito entre Abin e a Polícia Federal no governo.

Em nota enviada ao colunista, o ministro negou que tenha feito críticas ao trabalho do diretor da PF.

Segundo a colunista Andreza Matais, do Uol, Rui procurou nesta quarta-feira (3)  Lula para se explicar sobre o assunto. Disse ao chefe do Planalto se tratar de fato requentado para atingi-lo politicamente e que a situação à época exigia compra emergencial.

Lula ficou tão incomodado que cancelou uma agenda pública para não ser fotografado ao lado do ministro.