Sob forte emoção, familiares e amigos se despedem de Haroldo Abrantes

O corpo do jornalista foi velado na tarde deste domingo (3) no Cemitério Campo Santo, em Salvador

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  • Gilberto Barbosa

Publicado em 3 de março de 2024 às 20:37

o jornalista Haroldo Abrantes, aos 66 anos.
O jornalista Haroldo Abrantes, aos 66 anos. Crédito: Reprodução

Uma pessoa amável, carinhosa, cujo trabalho se destacava pela humanidade e sensibilidade que retratava o mundo que o cercava. Era dessa maneira que Haroldo Abrantes era descrito por quem o conhecia. A admiração dos seus pares era nítida durante o velório do jornalista, que faleceu na noite do último sábado (02) enquanto tratava complicações de uma crise úlcera. Ele tinha 66 anos.

Haroldo foi velado na tarde deste domingo (03) no Cemitério Campo Santo, na Federação. A cerimônia foi acompanhada por amigos e familiares. Bastante emocionados, eles prestaram suas homenagens ao jornalista. Por volta das 16h20, o corpo seguiu para a cremação, sob fortes aplausos.

“Ele foi o cara mais inteligente que eu conheci. Eu estava viajando e tive que antecipar a volta porque não podia deixar de me despedir. Era muito amoroso, carinhoso, atencioso e sempre estava disponível para o que a família precisasse. Quando eu olhava para ele, meus olhos brilhavam de admiração”, afirmou o sobrinho de Haroldo, Eduardo Curvelo.

“Ele foi uma pessoa que fez a gente perceber que é possível comunicar sem verbalizar muito. Era alguém que entendia o dia a dia com muita simplicidade. Ele deixa um aprendizado de que a vida pode ser muito rápida, mas o que a gente faz no dia-a-dia é o que marca”, disse o amigo Jorge Miranda.

Especializado em fotojornalismo e doutor em Antropologia pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Haroldo foi fotógrafo do jornal CORREIO entre a década de 90 e início dos anos 2000. Ele ocupava o cargo de coordenador da Escola de Comunicação e Negócios da Universidade Católica do Salvador (UCSal).

“Haroldo era uma pessoa muito solidária e um super profissional que tinha um cuidado enorme com a atividade dele. Ele sempre batalhou muito pela imagem, mas com muito critério e com muita responsabilidade”, afirmou o jornalista Marco Aurélio Martins.

“Eu conheço Haroldo de duas, três décadas de redação. Era uma pessoa de um olhar fantástico. Muito querido pelos alunos, não só pelo profissional, mas principalmente por quem ele era. Dificilmente você vai ver alguém falando de alguma falha dele”, disse o jornalista Chico Araújo.

Durante a carreira, Haroldo Abrantes venceu o IX Prêmio Pierre Verger, em 2018, na categoria ensaio fotográfico, promovido pela Associação Brasileira de Antropologia. Nos últimos anos, o profissional focava na carreira acadêmica, dedicando-se a à formação de novos jornalistas. Foi professor da Faculdade 2 de Julho e do Centro Universitário Regional do Brasil (Unirb).

“A sensibilidade, o olhar e a humanidade com que ele trabalhava as imagens era inigualável. Ele foi a pessoa mais afável, doce e generosa que eu conheci. Vai deixar uma lacuna muito grande”, afirmou Jaciara Santos, diretora de comunicação da Associação Baiana de Imprensa (ABI).

“O que fica para mim de Haroldo é a serenidade que ele passava com tudo. Ele vai levar essa paz para onde estiver indo. Todo mundo gosta dele e ele continua junto da gente de uma forma ou de outra”, disse a jornalista Isabel Santos.